Angola falha metas de educação da UNESCO
Fonte: RA
Se
em termos globais os progressos foram poucos, na África subsariana o
balanço é ainda mais decepcionante. Nenhum dos países cumpriu com as
seis metas do programa, assinado em 2000, na cidade de Dakar, sendo que
apenas sete cumpriram com o objectivo mais importante: instruir todas as
crianças do ensino básico.
Angola não figura na lista. O país
cumpriu apenas um dos objectivos da UNESCO, o do aumento do ensino
pré-primário – Angola está entre os sete países onde 80 por cento ou
mais das crianças tem acesso a educação pré-primária.
Os restantes quatro objectivos passavam
por garantir a igualdade de acesso à educação e habilitação a jovens e
adultos, assegurar uma redução de 50 por cento no nível de iliteracia
adulta, e atingir a igualdade de género e paridade no acesso à educação.
O relatório ressalva ainda outro dado
preocupante: a iliteracia na África Subsariana atinge sobretudo o sexo
feminino, o que é especialmente visível em países como o Níger ou a
Guiné-Conacri, onde cerca de 70 pro cento das mulheres nunca
frequentaram a escola. Mais crianças nas escolas
Em termos globais há algumas tendências
positivas a assinalar. O número de crianças e adolescentes fora da
escola diminuiu quase para metade desde 2000 – no total, 34 milhões
foram incluídos nos sistemas de ensino. A estimativa agora é que, entre
as crianças nascidas em 2005, 20 milhões a mais tenham completado a
educação primária em comparação com a projecção baseada nas tendências
pré-Dakar.
O relatório mostra que existem, ainda,
58 milhões de crianças fora da escola. Cerca de 100 milhões, que têm
acesso, deixarão os estudos sem completar a educação primária. A taxa de
permanência das crianças na escola aumentou em 23 países, mas diminuiu
em 37. Globalmente, a projecção é que a taxa de permanência na educação
primária não seja maior que 76 por cento em 2015.
Por outro lado, a UNESCO fala num
aumento da desigualdade na educação. Uma criança pobre tem quatro vezes
menos hipóteses de frequentar a escola do que uma rica, e cinco vezes
menos hipóteses de completar a educação primária. Os conflitos também
são uma barreira no acesso à educação, entre a população que vive nessas
regiões, a proporção de crianças fora da escola é “alta e está
aumentando”. É preciso investir na educação
O mundo precisa de aumentar o
investimento em educação. Esta é uma das conclusões do relatório final
de monitorização da Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre as metas estabelecidas em 2000 no
projecto “Educação para todos”.
O documento foi assinado por 164 países
de renda baixa e média baixa. De acordo com o relatório, estes
precisarão de gastar 5,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para
garantir um ensino de qualidade, e as nações ricas precisarão aumentar
as transferências para os países mais pobres em USD 22 mil milhões por
ano.
A Unesco destaca que a educação não é a
prioridade em muitos orçamentos e mudou pouco desde 1999. Em 2012,
representava 13,7 por cento dos gastos dos países, o que é menos do que o
recomendado pela organização, que aponta para 15 a 20 por cento do
Orçamento.
Globalmente, em 2012, dos 142 países com
dados disponíveis, 39 gastaram 6 por cento ou mais do PIB em educação. O
número aumentou em relação a 1999, quando dos 116 países com dados
disponíveis, 18 gastaram 6 por cento ou mais do PIB.
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