Frases de sabedoria, mensagens e Cultura geral

Mostrando postagens com marcador SOCIEDADE ANGOLANA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SOCIEDADE ANGOLANA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, abril 27, 2015

Instituto Superior de Angola realizada jornadas técnico-pedagógicas em Cacuaco


 Participantes das Primeiras Jornadas Ciêntíficas de uma Universidade  (Foto: Pedro Parente/Arquivo)

Participantes das Primeiras Jornadas Ciêntíficas de uma Universidade (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
O Instituto Superior de Angola (ISA) realizou no fim-de-semana as primeiras jornadas técnico-pedagogicas, no anfiteatro da instituição, sob o lema “A ciência, tecnologia e a prática pedagógica no perfil profissional dos docentes do ensino superior”.
Em declarações à Angop, o director geral do ISA, Nicodemos João Borges Salvador, disse que o encontro teve como objectivos tornar sólidos os conhecimentos e as capacidades dos formandos para que haja formação contínua e investigação científica para melhorar o ensino superior.
Garantiu ainda que a instituição que dirige tem e terá a missão de se transformar num instrumento que rompe com a segregação social, de modos a promover uma sociedade integradora no seio dos jovens e muni-los de capacidades para concretizar as acções das transformações e dos avanços programados.
Considerou que os professores e os educadores, de toda parte do globo, são seres humanos especiais que trabalham a favor do melhoramento humano e da cultura e o ISA deve ser um celeiro de ideias a favor d bondade, paz, identidade cultural e da solidariedade ou da defesa da condição humana.
Alguns estudantes interpelados pela Angop consideraram proveitosas as comunicações dirigidas durante as jornadas que duraram apenas um dia.
Os participantes foram elucidados sobre “A língua e o homem uma relação de contradições”, “As concepções de aprendizagem em seniores”,” A comunicação no processo de ensino aprendizagem”, “O desenvolvimento profissional do docente da educação media em Angola”, “As ferramentas didácticas e metodológicas para o desenvolvimento da prática pedagógica”.
De igual modo, as jornadas do ISA contemplaram os temas da “ a relação ciência, tecnologia e sociedade versus experiências da pratica pedagógica na formação dos docentes”, “ o prazer da investigação científica e tipos de investigação na pesquisa científica”, todos abordados pelo corpo docente da instituição.
Aberto em 2012, O Instituto Superior de Angola ministra cursos nas especialidades de ciências da educação, saúde, informática e económicas. (portalangop.co.ao)

sábado, abril 25, 2015

Universidade Agostinho Neto com o sétimo melhor curso de mestrado em África


O curso de Mestrado em Políticas Económicas de Desenvolvimento, orientado pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), é o sétimo melhor entre as instituições de ensino superior em África.
Universidade Agostinho Neto
Essa classificação vem expressa no mais recente estudo realizado pela empresa de consultoria francesa Eduniversal Master Rankings, instituição que avalia a alta qualidade educacional e o desempenho das universidades do mundo, por intermédio de consultas.
A consultora francesa, neste seu mais recente levantamento, reconheceu a qualidade do curso de Mestrado em Políticas Económicas de Desenvolvimento da Faculdade de Economia da UAN e colocou a instituição angolana no sétimo lugar.
Na classificação geral, a Universidade Americana do Cairo (Egipto) ocupa a primeira posição, seguida pela Faculdade de Comércio da África do Sul e pela Universidade de Pretória, também da África do Sul.
A Universidade Calavi do Benin, a Universidade Makerere do Uganda e a Universidade Omar Bongo do Gabão ocupam, respectivamente, a quarta, quinta e sexta posições na tabela classificativa.
O decano da Faculdade de Economia da UAN, Fausto Carvalho Simões, disse, durante uma conferência de imprensa, realizada, quinta-feira, em Luanda, estar satisfeito com distinção.
 Esse reconhecimento, realçou, é resultado do empenho do corpo docente, assim como das parcerias académicas celebrada pela Faculdade de Economia com outras unidades de ensino superior americanas e europeias.
A Faculdade de Economia é a quarta maior unidade orgânica da UNA, sendo que anualmente confere o grau de licenciado a 150 estudantes.
A faculdade ministra cinco licenciaturas: Economia, Gestão de Empresas, Gestão Financeira, Contabilidade e Investigação e Contabilidade e Auditoria.

Angolana detida por agredir e colocar jindungo nos orgãos genitais da rival


Segundo o site Club K a 5a esquadra da Policia Nacional, do distrito da Maianga, deteve inicialmente uma cidadã, identificada por “Jussila”, que está a ser acusada de ter agredido e colocado jindungo, nos órgãos genitais, de uma amiga, Nikilauda Vieira Dias Galiano “Neth”, após ter sido encontrada num quarto de hotel, em Luanda, com um homem que ambas estariam a partilhar intimidade .
Neth
O Club K diz que no dia da agressão, “Jussila” fez-se acompanhar de um grupo de nove raparigas (também conhecidas por popozudas) que gravaram o episódio que acabou sendo partilhado nas redes sociais.
De acordo com a cronologia dos factos, “Jussila” e Neth eram até, a data da agressão, duas amigas que recentemente fizeram uma viagem a República da Namíbia. “Jussila”, tinha uma relação amorosa com um homem casado, Miguel Ventura Catraio, quadro do regime angolano. Ela, por outro lado, tinha uma outra relação de intimidade com um outro jovem, Katilo “Mister K”, que lhe teria acompanhado nesta viagem a Windhoek.
“Quando ambas regressam da viagem, Miguel Catraio teria abordado a amante, “Jussila” e pedido esclarecimento uma vez que mostrava desconfiança de que estaria a ser traído. Catraio disse a namorada que tomou conhecimento que nesta viagem ela teria estado acompanhada por um rapaz e revelou que foi “Neth” quem lhe contou tudo. Transmitiu também a amante que a amiga “Neth”, não era digna da amizade que ambas tinhas e que lhe iria provar que aquela não prestava” conta o Club K.
O site revela ainda que para aprovar o que prometeu, Miguel Catraio, telefonou, certo dia para “Neth” marcando um encontro no campo Fenício, em Luanda. Dai ambos seguiram para o hotel Convidente, no bairro cassenda, em Luanda, onde mantiveram relações íntimas. Depois do acto, Miguel terá dito a “Neth” que iria a recepção e que já voltava. Ao ausentar-se telefonou para “Jussila” e esta por sua vez compareceu com nove amigas que invadiram o quarto do hotel, e encontraram “Neth”, toda pelada. As amigas chamaram-lhe nomes feios, cortaram-lhe o cabelo, a sobrancelha e colocaram lhe gindungo nos órgãos genitais até esta ter perdido os sentidos, no seguimento de praticas de agressão. Miguel Catraio, o protagonista, ficou de pé a prensenciar todo filme.
Depois de as agressor terem gravado o acto de agressão e vazado nas redes sociais, a polícia nacional pois se em campo e prendeu duas das supostas criminosas.
Notificou também todas as partes envolvidas para esclarecimento.
De acordo com informações suplementares a verdadeira esposa do senhor Miguel Catraio apareceu também na esquadra dizendo que “Jussila”, a amante agressora, tem lhe feito “vida cara”. A senhora mostrou inclusive um video do marido a ter relações sexuais com a agressora.
Jussila”, arrisca-se a ir a tribunal pela agressão e praticas de vandalismo contra a dignidade da amiga.
Por: Club K

Riqueza por habitante cai 20%, de quase 5.300 USD, em 2014, para pouco mais de 4.200 USD, este ano, segundo o jornal de economia Expansão.



zungueira 4
De acordo com o jornal, a culpa é do petróleo, que faz o PIB em dólares correntes recuar 17,4%, para 106 mil milhões USD, enquanto a população faz o caminho inverso, aumentando 3%, para 25,9 milhões.
Os angolanos vão ficar 20% mais pobres, em média, em 2015, com o rendimento por habitante em USD correntes a cair cerca de 1.000 USD, de 5.273 USD, em 2014, para 4.227 USD, este ano, de acordo com projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas na semana passada com as perspectivas económicas mundiais da Primavera. A culpa deste empobrecimento é do petróleo, que no ano passado pesava cerca de 40% na economia. O preço da matéria-prima recua 42,1%, de 100,41 USD o barril, em média, em 2014, para apenas 58,14 USD, este ano, segundo previsões do FMI.
Como o próprio nome indica, a riqueza por habitante calcula-se dividindo o produto interno bruto (PIB) pela população.

Fineza Teta quer mais investimento e educação cultural no mundo das artes plásticas


Fineza Teta- Artista Plástica (Foto: Lino Guimarães)
Fineza Teta- Artista Plástica (Foto: Lino Guimarães)
A artista plástica angolana Fineza Teta destacou hoje, domingo, em Luanda, a necessidade de maior investimento e aposta na educação cultural como de incentivar a criação artística e a afirmação das artes plásticas angolanas no mundo das artes.
Em entrevista exclusiva à Angop na qual a artista fez uma abordagem sobre o estado actual do mundo das artes plásticas angolanas, Fineza Teta adiantou que a falta de educação cultural influência bastante na percepção que às pessoas podem ter sobre o valor de uma obra de arte.
De acordo com a artista, para se ser um bom apreciador de artes deve-se conhecer a arte, estar dentro da arte. “Em Angola, infelizmente, temos compatriotas que compram uma obra de arte só impressionar alguém e não porque considera que esta obra tem um certo valor artístico/cultural”, disse.
“Quando falo em educação cultural estou a falar do facto de existirem pessoas que não conseguem entender o valor da arte. Chegam a uma galeria/atelier e querem comprar um quadro a 80 mil ou 100 mil kwanzas, porque viram o mesmo valor no Mercado do Artesanato. Estas pessoas acham que uma peça de artesanato tem o mesmo valor que uma obra de artesanato. Esquecem que a obra de arte é única e o artesanato é uma reprodução. A própria forma de apresentar/arrumar o material, bem como a preparação de uma galeria ou uma exposição nada tem a ver com o que é visto no Mercado do Artesanato”, reforçou.
Fineza Teta adianta ainda que, para além da educação cultural, no país carece também de investimentos no sector cultural.
“Quando falo em investimento, estou a referir-me ao facto de os empresários aproveitarem os benefícios da Lei do Mecenato. Sabemos que a partir do momento em que alguém dá mostras de que está a fazer algo para determinado segmento cultural tem a princípio alguns benefícios, consubstanciado na isenção de alguns impostos. Infelizmente as nossas obras têm sido adquiridas por cidadãos estrangeiros que conhecem e dão valor à produção dos criadores angolanos, fazendo com que não tenhamos um arquivo do que produzimos. A UNAP não tem capacidade para um trabalho neste sentido sem o devido apoio. Ainda estamos mentalizados de que o Governo deve fazer tudo, mas não pode e não deve ser assim. É uma acção que deve envolver a classe empresarial angolana. Se continuarmos à espera que o Governo faça um papel que nos cabe, então não vamos conseguir nada”, asseverou.
Há dez anos nas artes, Fineza Teta já venceu cinco prémios, três pela Ensa, menção honrosa, prémio juventude e o 1.º grande prémio de pintura na 12.ª edição.
Fineza Teta nasceu e iniciou a sua formação académica em Luanda. Posteriormente, concluiu a licenciatura em Artes Visuais e Design, na África do Sul. Em menos de uma década participou em diversas exposições colectivas e angariou alguns prémios.
Em 1998, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio EnsaArte, com a obra “Casamento” na qual procura lançar um olhar crítico sobre algumas realidades discriminatórias da mulher, que ainda marcam as sociedades contemporâneas. (portalangop.co.ao)

sexta-feira, abril 24, 2015

Defendida criação de fundo para financiamento de projectos científicos


Director do Centro Nacional de Investigação Cientifica, Armando Valente (Foto: Rosário dos Santos)
Director do Centro Nacional de Investigação Cientifica, Armando Valente (Foto: Rosário dos Santos)
A necessidade da criação de uma instituição, para gerir os fundos destinados a investigação científica no país, foi defendida hoje pelo director geral do Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT), Armando Valente.
O responsável falava à imprensa durante um seminário de formação dirigido a investigadores científicos das mais variadas áreas do saber, com termo previsto para o dia 28 de Abril.
Segundo afirmou, este exercício potencia os investigadores de ferramentas permanentes que lhes permita elaborar seus trabalhos com vista a mobilização de financiamentos, quer interno, quer externo, e sobretudo para gerir melhor os projectos em curso.
“Angola como país tem quadros formados em diferentes escolas do mundo, daí a necessidade de se uniformizar os padrões desta matéria, para que se dê uma só linguagem a estes projectos”, explicou.
É de opinião que se deve criar um organismo que financiasse centralmente os projectos de investigação para acelerar este processo no país.
Segundo afirmou, mesmo não existindo ainda este órgão, investigadores nacionais têm mobilizado financiamento através de projectos de investigação nacional, regional e internacional, mas urge a existência deste órgão e consequentemente de um fundo para financiar directamente este sector importante para a diversificação da economia.
Até agora, disse, trabalhamos em função do Orçamento Geral do Estado (OGE), mas pelas características e o regulamento do OGE nem sempre se compadece a dinâmica da investigação.
A acção formativa do CNIC se propõe incrementar, promover, incentivar, acompanhar e avaliar as actividades de investigação científica, em conformidade com o Decreto Presidencial 224/11. (portalangop.co.ao)

Companhia chinesa aposta na formação de jovens angolanos


Centro de formação profissional BN-Angola da CITIC. (Foto: ANTÓNIO ESCRIVÃO)
Centro de formação profissional BN-Angola da CITIC. (Foto: ANTÓNIO ESCRIVÃO)
A companhia chinesa Citic está a apostar na formação de jovens angolanos que se encontram impossibilitados financeiramente de continuar a frequentar a sua formação académica e socioprofissional, para poderem ajudar na reconstrução do país, garantiu hoje, terça-feira, em Luanda, o director geral adjunto do Centro de Formação Profissional BN-Angola da Citic, Figo Han.
Em declarações à Angop, a propósito do programa de formação profissional desenvolvida pela empresa para jovens angolanos, sublinhou que até ao momento foram formados 107 alunos nas áreas de construção civil, electricidade e operadores de máquinas.
Frisou que a formação tem foco duplo na educação cívica e ética para capacitar os formandos com boa qualidade e formação técnica.
De acordo com o responsável, o centro, que celebra este ano o seu primeiro aniversário, está a apostar na formação dos jovens angolanos que após a conclusão dos cursos, além de serem enquadrados em estágios na Citic possam também trabalhar noutros projectos em Angola.
“Temos vários projectos espalhados em várias províncias e que precisamos de várias mãos de obra e precisamos de técnicos angolanos. Recrutamos vários operadores angolanos. Neste momento, temos mais de 10 mil, todos já foram formados e capazes de assumir alguns trabalhos adequados”, disse.
Acrescentando que dentre esses existem uns que trabalham como responsáveis de diferentes áreas na central da Citic e “pretende continuar a expandir os seus projectos, ressaltou que precisará sempre de recrutar funcionários locais, diminuindo trabalhadores chineses nos seus projectos”.
Segundo a fonte, a aposta na formação consiste numa prioridade da companhia, que entende ser necessário formar primeiro os jovens para beneficiá-los com a devida formação, para que eles possam trabalhar noutros projectos.
Figo Han entende ser necessário ensinar os jovens a conseguir emprego e algumas aptidões para o seu devido enquadramento na sociedade e ter uma vida com as devidas condições.
Além da formação em construção civil, electricidade e operadores de máquinas, a empresa formou igualmente 19 jovens angolanos como técnicos agrónomos e planeamento urbano que foram para a China estudar num período de dois anos.
“Nestas formações, todos os custos ficam sobre responsabilidade da empresa. Futuramente vamos enviar também mais técnicos angolanos para frequentar formação em geotecnia na área de exploração e mineração”; acresceu.
A fonte avança que a Citic pretende ter uma gestão sino-angolana “mas com mais pessoas locais a trabalharem, para que tenhamos uma empresa mais genuína”.
O Centro de Formação Profissional BN-Angola da Citic foi inaugurado em Maio de 2014, pelo Vice-Presidente da república, Manuel Vicente e pelo Primeiro Minsitro Chines Li Keqiang.
O centro, criado sob o principio “Beneficiar o povo, construir um futuro melhor”, tem como objectivos formar técnicos que sejam “bem-vindos” ao mercado de trabalho, proporcionar habilidades técnicas para a sua vida, bem como ajudar os jovens carenciados a melhorar a vida pessoal e familiar através de habilitações técnicas e profissionais.
Além da formação técnica, os formandos, cuja acção é gratuita e em regime de internato, têm formação complementar nas línguas português, Inglês, Chinês, bem nas disciplinas de informática, historia, moral e cívica, músicas e desporto.
Os cursos têm a duração de 1 ano, sendo 9 meses de formação teórica e prática, incluindo três meses de estágio em empresas correspondentes.
Fazem parte dos critério de admissão, reconhecer a filosofia do Centro de Formação, ter um coração de carinho e benefício público, ser angolano com 16 a 24 anos de idade, ter renda familiar mensal menos do padrão da subsistência mínima, possuir 8ª classe e não ter hábitos de beber nem fumar.
O centro conta com quatro professores chineses e oito angolanos, pretendendo aumentar, futuramente mais docentes nacionais.
Com escritórios em Angola, Venezuela, Brasil, Argentina, entre outros países, a Citic Construction é a subsidiária de propriedade integral do Grupo Citic, dedica-se em se tornar num provedor de serviços de engenharia global reconhecido de classe mundial.
Muitos dos seus projectos de engenharia em grande escala caracterizados com influência internacional, tecnologia de construção avançada e operação e gestão inovadora são os projectos de Habitação Social de Angola, Projecto de Desenvolvimento de Agricultura de Angola, Estádio Nacional da China (Conhecido como Ninho de Pássaro), Projecto de Auto-Estrada Leste-Oesta da Argélia, Projecto de Habitação Social da Venezuela, entre outros. (portalangop.co.ao)


Apenas 18% dos estudantes receberam bolsas de estudo e maioria quer ensino grátis


(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)
Estudo revela que perto de 60% dos alunos do ensino superior vivem com rendimentos abaixo de 80 mil Kz e que a maior parte defende propinas gratuitas, assim como repartição de custos entre universidades, estudantes e Estado.
Apenas cerca de 18% dos estudantes angolanos receberam, em 2014, bolsas de estudo do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INABE), e 9% de outras organizações, revela um inquérito publicado no livro Os Desafios da Expansão da Educação em Países de Língua Portuguesa: Financiamento e Internacionalização.
A pesquisa incidiu sobre uma subamostra de 460 estudantes oriundos de 11 instituições superiores públicas e de uma instituição privada (Universidade de Belas) e revela ainda que a maioria dos estudantes depende dos rendimentos dos familiares para o pagamento de propinas, sendo ainda sujeitos a outros custos não mencionados no estudo.
Segundo o professor universitário Azancot de Menezes, um dos autores da pesquisa, “o rendimento mensal do agregado familiar, assim como a percepção do rendimento do agregado familiar, parece ser suficientemente esclarecedor sobre a fragilidade da situação económica dos estudantes”.
O inquérito mostra que 30,3% dos estudantes têm um rendimento mensal abaixo de 40 mil Kz, havendo 29,4% com um rendimento entre 40 mil e 79 mil Kz. Contas feitas, segundo o estudo, 59,7% dos estudantes inquiridos contam com um rendimento mensal abaixo dos 80 mil Kz, num contexto em que o valor mensal das propinas nas instituições de ensino superior privadas pode atingir 35 mil Kz, e nas instituições de ensino públicas (cursos nocturnos), os 15 mil Kz. O estudo revela que 44,1% dos estudantes inquiridos dizem ser “muito difícil viver com o rendimento disponível”, enquanto 34,9% responderam ser “difícil viver com o rendimento disponível”.
Ou seja, 79% dos inquiridos disseram ser “muito difícil ou difícil” viver com os rendimentos mensais do agregado familiar, e apenas 2,4% afirmaram ser muito fácil viver com o rendimento disponível, revela o estudo.
Ensino deve ser gratuito Na expectativa de se compreender o nível de satisfação dos estudantes, foram colocadas aos estudantes questões sobre o financiamento do ensino superior, tendo-se concluído que 70,2% dos inquiridos “concordam totalmente” que “as propinas no ensino superior público deviam ser gratuitas para todos os estudantes”, e 13,6% “concordam mais do que discordam”. Ou seja, 83,8% dos estudantes consideram que o ensino superior público deve ser gratuito.
O estudo obteve ainda respostas sobre a partilha de custos com os privados na diversificação de fontes para o financiamento do ensino superior, tendo 77,3% dito que “concordam totalmente” ou “concordam mais do que discordam” com o princípio de que as “empresas deviam financiar o ensino superior público, privado e religioso porque beneficiam dos seus diplomados”. Neste capítulo, 51,4% responderam que “concordam totalmente”, e 25,9% disseram que “concordam mais do que discordam”.
Ainda em relação à repartição de custos do ensino superior, 57,5% dos estudantes inquiridos consideram que estes “devem ser repartidos por empresas, estudantes e Estado”, sendo que 33,8% “concordam totalmente”, e 23,7% “concordam mais do que discordam”. (expansao.ao)
.

Angola advoga diálogo com jovens no combate ao extremismo violento


Paulo Tjipilica - Provedor de Justiça de Angola (Foto: Gaspar Santos)
Paulo Tjipilica – Provedor de Justiça de Angola (Foto: Gaspar Santos)
Angola defendeu quinta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a promoção do diálogo entre governos, organizações internacionais e movimentos juvenis, bem como a propagação dos princípios democráticos, no combate ao radicalismo e extremismo violento.
Esta posição foi manifestada pelo Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, quando discursava, em Nova Iorque, no debate aberto do Conselho de Segurança sobre a “Manutenção da Paz e a Segurança Internacional: o Papel dos Jovens na Luta contra o Extremismo Violento e na Promoção da Paz”.
O dirigente manifestou-se preocupado com o “alarmante” aumento de homens e mulheres jovens, muitos deles bem criados e educados, que se juntam a grupos terroristas, advogando que este fenómeno e a crescente influência dessas redes terroristas devem servir de alerta à comunidade internacional, sobre a necessidade da identificação das causas deste problema, e tratá-lo de forma eficaz.
Disse que embora as razões que levam os jovens a tornar-se radicais variem, existem alguns traços comuns, tais como a crise de identidade, exclusão, desinformação e a discrepância entre as expectativas e a realidade, factores que os jovens podem explorar, independentemente da localização geográfica ou condição social.
“Durante esta fase da vida, os homens e as mulheres jovens são rebeldes, tendem a descarregar sua frustração na comunidade, e são vulneráveis ??à propaganda extremista violenta, em redes virtuais, em clubes de jovens ou locais de culto”, enfatizou Manuel Augusto, que esteve acompanhado pelo Representante Permanente de Angola junto da ONU, Embaixador Ismael Gaspar Martins.
Frisou que a evolução tecnológica e a rápida disseminação da informação, através destes meios de comunicação, tem proporcionado uma maior consciência entre os jovens sobre eventos políticos em todo o mundo, alertando que o intervencionismo político e militar pode gerar ressentimento, levando a várias formas de extremismo violento.
Neste contexto, salientou a pertinência da interacção entre as comunidades locais e os jovens, fornecendo saídas positivas para a situação através do desporto, das artes ou de outros programas que proporcionem um ambiente seguro e acolhedor, defendendo, também, uma mudança da visão política e estratégica do mundo, para que povos e países sejam tratados de igual forma, e políticas que contribuem para exacerbar as tensões e humilhar os povos sejam definitivamente eliminadas.
“Torna-se absolutamente necessário encontrar maneiras de lidar com essas questões críticas, abordando as necessidades fundamentais, materiais e espirituais dos jovens, promovendo a sua inclusão política, económica e social, deixando todos desfrutar do bem comum e das realizações de destaque”, sublinhou o responsável, cuja delegação integra também o Representante Permanente Adjunto na ONU, Embaixador Hélder Lucas, e outros diplomatas angolanos.
Em relação à Angola, disse existirem muitos jovens que participaram activamente ou foram indirectamente afectados pela longa e amarga guerra civil, e que são objecto de preocupação do Governo, que estabeleceu como objectivo central das suas políticas económicas gerar emprego qualificado, competitivo e adequadamente remunerado para os jovens, tendo feito menção ao Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, que atribui um papel central à juventude.
Enfatizou que, recentemente, devido à crescente ameaça de grupos terroristas internacionais e aos métodos de recrutamento sofisticados utilizados por eles para atrair a juventude, o Governo Angolano criou o Observatório Nacional contra o Terrorismo, com o objectivo principal de monitorar e combater a quaisquer potenciais ameaças.
Ainda sobre as acções do Governo, o dirigente angolano disse que em Fevereiro de 2015 foi realizado, em Luanda, em parceria com as Nações Unidas, um seminário que analisou questões relacionadas com o terrorismo no mundo e estudou propostas para uma estratégia comum para combater a ameaça na região, tendo contado com a participação de especialistas de 11 países da África Central.
Na abertura da reunião, presidida pelo Príncipe herdeiro da Jordânia, Hussein Abdullah II, de 21 anos de idade, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu a participação dos jovens nas mesas de negociações, por eles pagarem um preço pelos confrontos violentos e porque têm idealismo, criatividade e entendimento sobre as complexidades da guerra e o que é preciso para o alcance da paz. (portalangop.co.ao)

Sobe para nove o número de policias assassinados por seguidores do"Kalupeteka"



19-04-2015 | Fonte: Angop
Mais dois corpos de policias assassinados quinta-feira na Serra Sumé, município da Caála, a cerca de 50 quilómetros a sul da cidade do Huambo, foram encontrados nas últimas 24 horas durante as buscas efectuadas no local pelas forças de segurança e defesa, elevando para nove o número de vitimas.
Os mesmos foram assassinados por seguidores da seita religiosa Adventista do 7º Dia a Luz do Mundo, fundada e liderada pelo cidadão nacional José Julino Kalupeteka, de 52 anos de idade, detido sexta-feira.
Entre as vitimas, que se deslocaram àquela localidade em cumprimento do mandato de captura emitido pela Procuradoria-Geral da República na província do Bié, consta o comandante da Polícia Nacional no município da Caála, superintende-chefe Evaristo Catombela, o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida nesta província, intendente Luhengue Joaquim José, e o instrutor da Polícia de Intervenção Rápida, sub-inspector Abel do Carmo.
Foram ainda assassinados o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála.
O comando da Polícia Nacional na província do Huambo informou sábque os malogrados vão ser enterrados na próxima segunda-feira.
 
 

Polícia nega morte de civis inocentes na captura de Kalupeteka


22-04-2015 | Fonte: Angop
O segundo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, negou hoje, no Huambo, informações segundo as quais a corporação matou cidadãos civis na operação de captura do líder da seita religiosa A Luz do Mundo, José Julino Kalupeteka.

De acordo com a autoridade policial, muitos jornais, rádios e sites estão a especular o número de fiéis mortos, e aclarou que morreram 13 pessoas não inocentes, que estiveram a confrontar-se com os agentes da ordem, "os ditos seguranças do líder da seita e autores dos assassinatos”.

"Os 13 mortos são franco atiradores, pertencentes à guarda do Kalupeteka, que tinham por objectivo neutralizar e desestabilizar a operação", afirmou.

Falando numa formatura geral, o responsável reconheceu o brio e profissionalismo demonstrado pelos nove polícias assassinados por seguidores desta seita, pois, de acordo com o comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, se assim não fosse muitos cidadãos encontrados no acampamento poderiam ser mortos.

“Temos que destacar estes grandes camaradas, que, durante os confrontos de três horas com os fiéis seguidores do tal Kalupeteka, souberam poupar vidas humanas de crianças, mulheres e velhos.

Paulo de Almeida também esclareceu não ter havido negligência alguma da parte da corporação, explicando que os membros envolvidos na operação não podiam reagir, pois sabiam da presença de crianças, mulheres e velhos dentro do acampamento e que podiam ser mortos inocentemente.

"Muitos não sabem o que se passou na localidade de São Pedro Sumé e dizem que fomos negligentes. Repito, foram três horas de confronto e a Polícia não podia reagir para não matar civis enganados pelo Kalupeteka.

Eleições autárquicas exigem novo registo - Bornito de Sousa


09-02-2015 | Fonte: Jornal de Angola
No dia em que a Assembleia Nacional discutia o projecto de Lei sobre o Registo Eleitoral, o ministro da Administração do Território falou ao Jornal de Angola sobre as inovações e os passos a dar após a aprovação.

Bornito de Sousa fez referência à conformidade constitucional e a necessidade de reestruturar o registo eleitoral, “sob pena de comprometer o calendário eleitoral”.

Na entrevista, manifestou a sua preocupação com o elevado número de cidadãos sem Bilhete de Identidade. Anunciou que o mapa  das assembleias de voto e os cadernos eleitorais passam a ser da exclusiva responsabilidade da Comissão Nacional Eleitoral. E afirmou: "no estágio actual temos que reflectir sobre se é avisado levar em simultâneo os processos de preparação das eleições gerais de 2017 e o processo de preparação das eleições autárquicas".

Jornal de Angola - O Governo vai começar a trabalhar já o registo eleitoral?

Bornito de Sousa - A nossa perspectiva é retomar o processo a partir do próximo ano, devendo as condições serem criadas logo que a Lei seja aprovada pela Assembleia Nacional. Nos termos da proposta, o registo dos cidadãos maiores de 18 anos passa a ser permanente. Significa que é um serviço ordinário prestado pelo Estado aos cidadãos pela via oficiosa, quando as condições estiverem criadas, e pela via presencial, junto dos órgãos da Administração Local do Estado.

JA - Quais são os aspectos principais do projecto de lei de registo eleitoral?

BS - A razão principal da nova proposta é a sua conformação com os princípios constitucionais da oficiosidade, da obrigatoriedade e da permanência. A proposta apresenta um conceito de registo oficioso que parte de elementos concretos da realidade angolana. Nas actuais condições não é possível o registo oficioso, pelo que se combina este com o registo presencial.

JA - Essa é uma boa solução?

BS - É uma solução de transição, mas incontornável no actual contexto. Além disso, pretende-se um casamento entre as bases de dados do Bilhete de Identidade e a dos cidadãos maiores. Passa a haver uma base de dados dos cidadãos maiores, alimentada pela base de dados do Bilhete de Identidade e pelo registo presencial. A proposta distingue o registo eleitoral, da sua actualização. Independentemente do registo, é fundamental criar condições para manter a base de dados sempre actualizada.

JA - A base de dados existente está actualizada?

BS - Não. As normas sobre a actualização da base de dados quanto aos falecidos são muito importantes. A nossa base de dados está muito desactualizada na medida em que ainda contém muitos cidadãos falecidos, sobretudo os que falecem no meio rural, em relação aos quais os órgãos do Estado não tomam conhecimento. Vamos criar mecanismos que permitam a intervenção das comunidades e das autoridades tradicionais, no meio rural, como fonte de informação de óbitos. A questão é grave e exige intervenção, sob pena dos dados sobre a abstenção eleitoral continuarem a ser irreais.

JA - Há muitos eleitores fantasmas nas listas eleitorais?

BS - A abstenção tem a ver com a não comparência de cidadãos falecidos. Por isso mesmo, a proposta de lei prevê a possibilidade de, periodicamente, o Executivo conferir ao registo eleitoral, num determinado momento, a natureza de prova de vida. Só assim conseguimos diminuir a quantidade de falecidos na base de dados. O projecto mantém as figuras da supervisão de todo o processo pela Comissão Nacional Eleitoral e a fiscalização pelos partidos políticos. A supervisão incide apenas sobre a dimensão  registo presencial, uma vez que a dimensão registo oficioso é concretizada a partir da base de dados do Bilhete de Identidade.

JA - Como se faz o registo oficioso com esses problemas todos detectados?

BS - Esta é a razão pela  qual o projecto opta por uma solução combinada. Mais de 60 por cento dos 9.700.000 eleitores inscritos na base de dados não possuem Bilhete de Identidade. Apesar do esforço com a massificação do Registo Civil e do Bilhete de Identidade, os seus frutos não chegam agora.  A única forma que existe para colmatarmos esta realidade é fazer recurso ao registo presencial, optando por um sistema misto entre o presencial e o registo oficioso, feito a partir da base de dados do Bilhete de Identidade.

JA - O que diferencia este dos processos anteriores?

BS - As razões das propostas de alteração resultam, em primeiro lugar, da Constituição. Há princípios constitucionais que precisam de ser observados. Mas esta é uma oportunidade para continuarmos a corrigir alguns erros e termos uma base de dados mais completa e mais actual. A experiência do passado é, por isso, um grande recurso condutor das mudanças propostas.

JA - O que diz este projecto de lei em debate em relação ao registo oficioso?

BS - Temos que caminhar para o registo oficioso, mas ainda há um caminho longo a percorrer. Precisamos de encontrar uma solução de transição, a qual vai vigorar até que a base de dados do Bilhete de Identidade seja suficientemente robusta e actual para servir de base à elaboração dos cadernos eleitorais pela Comissão Nacional Eleitoral.

JA -  Em que princípios legais assenta o registo oficioso?

BS - Assenta numa preocupação particular de observância da Constituição, mas não ignora a realidade angolana. Não há um conceito constitucional de registo oficioso. A Constituição remete a questão para a lei. É o que estamos a fazer. Convém assinalar que a proposta reduz substancialmente o espaço de intervenção do Executivo nas tarefas eleitorais.

JA -  O que significa isso?

BS - O Executivo deixa de ter competência para propor à Comissão Nacional Eleitoral o mapa das assembleias de voto. Deixa de haver qualquer intervenção do Executivo no processo de elaboração dos cadernos eleitorais. Estas duas importantes tarefas passam a ser da única e exclusiva responsabilidade da Comissão Nacional Eleitoral.

JA - As alterações foram ditadas pelas eleições autárquicas?

BS - As alterações enquadram-se no conjunto de tarefas necessárias à preparação das eleições gerais de 2017 e encurtam caminho para as eleições autárquicas. É claro que o dossier eleições autárquicas é bem mais complexo e exige um conjunto bem mais amplo de tarefas, aliás anunciadas pelo Presidente da República, no dia 15 de Outubro, no discurso sobre o Estado da Nação. Aguardamos que os partidos políticos com assento parlamentar respondam ao apelo feito pelo Presidente da República e discutam o calendário de tarefas eleitorais e do processo de descentralização, com vista à definição dos calendários eleitorais de 2017 e das primeiras eleições autárquicas.

JA -  As mudanças propostas são indispensáveis?

BS - Uma coisa é certa. Se não fizermos as reformas necessárias ao registo eleitoral a partir de 2015, começamos a pôr em causa a qualidade dos dados para as eleições de 2017 e seguramente comprometemos o calendário de tarefas para as eleições autárquicas.

JA - Como vai o registo eleitoral enquadrar-se nas primeiras eleições autárquicas?

BS - Para já temos de trabalhar seriamente numa melhor qualidade dos dados. No futuro, no quadro da discussão da definição das circunscrições eleitorais autárquicas, são necessárias outras reformas. Nos últimos anos houve uma alteração substancial nos dados que impõe uma actualização. Os municípios mais populosos do país passaram a ser Luanda, Belas e Viana. Cazenga perdeu esse estatuto. Para efeito das eleições autárquicas a perspectiva municipal dos dados é fundamental para garantir que quem é de Cacuaco não vote em Viana, quem é do Cazenga não vote em Cacuaco ou em Luanda. No futuro, após a clarificação de algumas questões em sede da discussão das tarefas e do calendário para as eleições autárquicas, temos de fazer os ajustes necessários à base de dados.

JA - Podemos concluir que é impossível fazer eleições autárquicas até 2017?

BS - As eleições autárquicas são o culminar dos processos de desconcentração e de descentralização e devem ser antecedidas de um acordo entre as forças políticas parlamentares sobre o calendário e sobre as tarefas eleitorais. Não começar a trabalhar agora no registo eleitoral, pode dificultar o normal desenvolvimento do futuro calendário eleitoral. Devemos ser realistas, pragmáticos e capaz de identificar e executar em cada momento as tarefas adequadas. Umas influenciam as outras.  Temos que reflectir sobre se é avisado levar em simultâneo os processos de preparação das eleições gerais de 2017 e o processo de preparação das eleições autárquicas. Aguardamos pela discussão em sede parlamentar.

Fiscais rebocam viaturas de madrugada na cidade do Kilamba


22-04-2015 | Fonte: Novo Jornal
Moradores da centralidade do Kilamba acusam a fiscalização da administração local de efectuar reboques de viaturas mal estacionadas durante a madrugada sem qualquer aviso.

O responsável do gabinete jurídico da urbanização confirma o acto, socorrendo-se da lei das transgressões administrativa.

Por sua vez, o advogado Pedro Kaparata reprova a atitude da administração e orienta os residentes a recorrem à Procuradoria-Geral da República. Estacionar a viatura no período nocturno tem sido uma grande "dor de cabeça" para muitos moradores da centralidade do Kilamba que reclamam por mais parques de estacionamento.

Recentemente, alguns moradores viram as suas viaturas recolhidas pela administração local, no período da meia-noite às quatro da manhã por alegado "mau estacionamento".

"Pensamos que roubaram as nossas viaturas, depois ligámos para a Polícia que nos informou que a fiscalização tem rebocado viaturas mal paradas durante a madrugada. Quando fomos ao parque da administração por detrás do Kero, encontrámos lá as nossas viaturas", relataram esta semana ao Novo Jornal, alguns moradores que preferiram o anonimato.

As fontes explicaram ainda que, para reaver os seus carros, foram orientadas pela administração a pagar uma multa de 80 mil kwanzas, condição recusada por muitos dos moradores que questionam a medida e a hora de actuação dos fiscais.

"Pelo que sabemos, a administração trabalha durante o dia e não à noite. Muita gente pode se aproveitar da hora que a fiscalização está a rebocar as viaturas na via pública para fazer das suas. Há pessoas que se fazem passar por indivíduos da fiscalização para roubar viaturas. Isto não esta certo", desabafaram.

Na administração, segundo contaram os moradores, a fiscalização justificou a sua actuação recorrendo à lei 12 sobre transgressões administrativas, argumento que os citadinos julgam não ser claro.

"Pelo que sabemos, a fiscalização não trabalha de noite. Por isso, pedimos que nos apresentasse um documento jurídico que justificasse a sua actuação aquelas altas horas da noite e eles não conseguiram justificar", disseram as fontes que se mostraram aborrecidos com a administração local.

"Isto deixa-nos chateados porque o papel de uma administração é velar pelo bem-estar dos moradores e não contribuir para o nosso mal-estar. Há muita gente que se assustou na quarta-feira passada, dia 8 ao ver que, de manhã os seus carros não estavam no local estacionado. Há mais velhos de 60 anos que poderiam ter tido um ataque", observaram.

Apesar da situação, reclamam o mau estacionamento de viaturas no período nocturno. Porém, justificam que tal atitude, deve-se à escassez de parques na centralidade. "Os carros estavam, sim senhor, mal estacionados, mas, não é por nossa vontade, mas sim porque há cada vez menos espaços e as pessoas estão sem alternativas", defenderam-se.

Ao contrário da noite, de acordo com os moradores, o período diurno tem sido menos agitado e com maior facilidade no parqueamento, uma vez que os residentes se encontram no local de trabalho, fora da cidade.

"Veja que de dia, não temos problemas de estacionamento porque todo o mundo vai trabalhar para Luanda. Agora, é no regresso à noite que, as coisas se complicam. A administração, sabendo deste problema, ao invés de ajudar, comporta-se como 'bandido'. Levam os nossos carros de madrugada e somos obrigados a pagar uma multa de 80 mil kwanzas", desabafaram.

"Lei não determina a hora"

O responsável pela área jurídica da administração da cidade do Kilamba, Domingos Loenda, justificou a actuação dos fiscais com base na lei 12/ 11 de 16 de Fevereiro das transgressões administrativas, argumentado ainda que a referida "lei não determina" a hora da actuação dos serviços da fiscalização.

"Em primeiro lugar, está em causa a prossecução do interesse público por parte da administração local do Estado. Por outro lado, são os próprios coordenadores dos edifícios que denunciam as irregularidades devido a alguns constrangimentos causados pelas viaturas. Muitos moradores estacionam os seus carros até mesmo defronte dos edifícios, o que dificulta outros que pretendem sair mais cedo", justificou o responsável, que reagiu também esta semana às queixas dos moradores à rádio LAC.

Por outro lado, o jurista explicou que a cidade possui parques próprios que permitem a cada um dos moradores estacionar nos locais atribuídos. "Mas muitos querem ter mais de quatro carros e não têm espaços suficientes. Não cumprem e violam as leis", sustentou Domingos Loenda, reiterando que, a Fiscalização continuará a remover "viaturas mal estacionadas", caso os munícipes insistam na prática da transgressão administrativa.

Já o advogado Pedro Kaparakata reprovou a postura da administração e apelou aos "lesados" a recorrerem à Procuradoria-Geral da República para apresentarem queixa. Para o advogado, "a atitude da administração é ilícita" e o horário de actuação dos fiscais durante a madrugada carece de uma acção judicial ou policial.

"Sabemos que a partir das zero e até às quatro da manhã ainda é noite e qualquer acto que ocorra dentro do período considerado noite, tem que ser praticado por um magistrado ou pela Polícia. Salvo aqueles que não podem aguardar pelo dia seguinte e este não é o caso dos reboques de viaturas no Kilamba", argumentou o advogado.

Por último, Pedro Kaparakata entende que o mau estacionamento deve-se à falta de parques na cidade e critica as multas aplicadas pela administração local.

"A cidade está mal concebida porque há falta de espaço para estacionar o que complica as pessoas que chegam tarde a casa. Encontram dificuldade para estacionar. O facto de se estar a recolher as viaturas para o parque da fiscalização e depois ter de se pagar para reavê-las, é uma forma que está a ser utilizada para o enriquecimento próprio dos funcionários, o que está mal", reprovou o jurista Pedro Kaparakata.
 

UNITA denuncia «chacina, terror e genocídio» no Huambo


A UNITA, principal partido da oposição em Angola, afirma que mais de 700 pessoas morreram, nos confrontos que ocorreram na semana passada (16 de Abril) no Huambo, opondo a polícia a fiéis da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo e pede a criação urgente de uma comissão parlamentar de inquérito.

Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da UNITA, chefia a delegação do seu partido, que a partir de hoje e até sábado se desloca ao Huambo, para averiguar a existência de valas comuns e a descoberta de mais de 700 mortos nos confrontos entre a polícia e membros da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo.

Para Raúl Danda há graves contradições nos discursos oficiais sobre estes incidentes, tanto no que diz respeito aos confrontos em si, quanto quanto ao número de mortos, afirmando entre outros que referindo-se aos incidentes de 16 de Abril, o segundo comandante-geral da polícia de Angola, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida evocou "um tiroteio intenso durante três horas, feito pelos homens do líder religioso...a polícia não disparou um único tiro em três horas, porque tinha à sua frente mulheres, velhos e crianças" , ou ainda que o Secretário de Estado do Interior general Eugénio Laborinho quando interrogado "só falou de três armas na posse de civis". 
 
 23-04-2015 | Fonte: RFI

«Mata aulas» preocupa a sociedade




 O Instituto Nacional da Criança (INAC) quer envolver as famílias angolanas no combate ao fenómeno “mata aulas”, em que alunos das escolas de Luanda, de todas as idades, faltam à escola para consumirem álcool e drogas.

A situação envolve crianças e adolescentes, desafiados, em grupos, a escapar às aulas, à sexta-feira, segundo relatos públicos.“Este fenómeno não é apenas uma preocupação da instituição, mas de todos os órgãos que intervêm nas políticas, projectos e programas que dão reposta social às necessidades da criança”, reconheceu a directora do INAC, Ruth Mixingi.

A gravidade da situação já foi reconhecida igualmente pelo ministro da Educação, Pinda Simão, que apelou este mês ao combate ao fenómeno por parte dos administradores escolares. Também a Polícia Nacional já anunciou que vai avançar com operações no terreno para tentar travar o “mata aulas” das sextas-feiras.

A directora do Instituto Nacional da Criança reconhece a necessidade de “trabalhar com as famílias” a forma de combater este fenómeno, através do “reforço dos mecanismos de capacitação”, ao mesmo tempo que se estudam os motivos sociais na origem do problema, nomeadamente o incentivo ao consumo de álcool por parte de menores. “Os adolescentes e os adultos têm criado as condições para que este fenómeno tenha alguma expressão”, reconheceu Ruth Mixingi.

O instituto público defende medidas junto das crianças, como a criação de espaços de lazer e recreio, uma aposta na descoberta da vocação artística. “Levar a criança ou o adolescente a explorar aquilo que é sua vocação, que está inata, ensinar que há coisas mais úteis para fazer à sexta-feira”, rematou a directora do Instituto Nacional da Criança. No Cacuaco, um dos sete municípios da província de Luanda, o fenómeno “mata aulas” ou “Rav's de Rua”, como também é conhecido, envolve professores e funcionários administrativos das escolas, que são acomodados em salas especiais onde há bebidas alcoólicas.

Começa às 12 horas de sexta-feira e acabam ao amanhecer de sábado. Nesses locais, os rapazes pagam 500 kwanzas e para as adolescentes a entrada é grátis. No interior do “mata aulas”, o local da perdição, como também é conhecido, há toda uma logística de bebidas. Normalmente são 40 grades de cada tipo de bebida, como vodka e cerveja, ao que se juntam drogas proibidas.

Aquilo que era restrito a Luanda, tem hoje a adesão de jovens de Benguela, Huambo, Cuanza Sul e Bengo.

O sistema de ensino geral em Luanda conta este ano lectivo com 1,7 milhões de alunos.

24-04-2015 | Fonte: Jornal de Angola

Angola recua nas taxas a importações de bebidas



24-04-2015 | Fonte: Publico
 
Não impor quotas às importações de bebidas e alimentos nem criar taxa sobre transacções são vitórias.

A não imposição de quotas às importações de bebidas e produtos de primeira necessidade, nomeadamente alimentares, como estava inicialmente previsto no Orçamento Rectificativo angolano e o recuo na criação de uma "contribuição especial" sobre as operações cambiais, designadamente as transferências privadas para o estrangeiro, foram alguns dos resultados da diplomacia económica nacional, para melhorar as relações entre Portugal e Angola, garantiu ontem o ministro da Economia.

Quando questionado pelo Económico sobre quais as soluções que estavam a ser trabalhadas com o Executivo angolano para minimizar os impactos das restrições cambiais e da queda dos preços do petróleo - e que foram anunciadas pelo primeiro-ministro, no Parlamento no início de Abril - António Pires de Lima revelou que as soluções eram estas: a suspensão do decreto executivo que impunha quotas à importação de produtos agro-alimentares, mas também a não aplicação de uma taxa sobre as transferências bancárias portuguesas. "Isto é diplomacia económica", disse o ministro.

O Governo angolano equacionou criar uma nova taxa, temporária, que poderia ir até aos 20%, para garantir a continuidade de oferta de divisas à economia angolana, afectada pela quebra nas receitas com as exportações de petróleo. Segundo o jornal angolano Expansão essa "contribuição especial sobre operações cambiais de invisíveis correntes prevista no Orçamento Geral do Estado 2015 Revisto incidirá exclusivamente sobre os contratos de prestação de serviços, nomeadamente de assistência técnica".

Por outro lado, Pires de Lima garante que o Governo angolano recuou na imposição de quotas às importações de bebidas e produtos agro-alimentares, mas ontem, citado pela Lusa, em Luanda, Joaquim Tandala, em representação da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), disse ter recebido a garantia do Governo angolano de que as quotas serão aplicadas nos próximos meses apesar do atraso inicial - estavam previstas para Março. "Temos uma garantia, sim. Prevê-se a entrada em vigor [do regime de quotas à importação de bebidas] no segundo semestre, mas já vai tarde. Nunca houve uma quota de importação neste caso em concreto, é uma coisa nova, e há também um cuidado do Executivo para não atentar contra a concorrência desleal", disse Tandala.

A importação de bebidas, segundo dados do Governo angolano, cifra-se anualmente em 372 milhões de euros, mais de metade proveniente de exportações de empresas portuguesas, nomeadamente cerveja.

Pires de Lima deu ainda outro exemplo de diplomacia económica, a realização, em Luanda, em Junho do fórum entre empresas portuguesas e angolanas, inicialmente previsto para o primeiro quadrimestre deste ano.

Apesar deste esforço de normalização das relações entre os dois países, o Executivo reconhece que existem riscos. O Programa de Estabilidade alerta que o efeito da queda do preço do petróleo em Angola "poderá conduzir a implicações negativas sobre a dinâmica das exportações de bens portugueses, com impacto no crescimento da economia" entre 2015 e 2019.
 

terça-feira, abril 21, 2015

Desemprego em Angola sempre a subir… O desemprego gera miséria!


subemprego

Angola continua com uma taxa de desemprego  altíssima a rondar os 26% a grosso modo, com tantos investimentos, uma série de infra-estruturas, obras e mais obras, caminhos de ferro, estradas, barragens, bancos ,seguros, empresas petrolíferas, etc, o mercado a explodir, porquê que um quarto da população activa do país se encontra excluída  do mercado de trabalho formal? Há queixas em todos os sectores da economia  que o angolano é um calão, na agriculturadizem que os camponeses  não se esforçam, pouco ou nada produzem, gestores pouco capazes, professores mal formados ,mãode obra mal qualificada ?
Será que os angolanos não gostam de trabalhar?


Há alguma protecção social para os desempregados angolanos, subsídio de desemprego ou algo similar que seja tão apelativo para os
angolanos não quererem trabalhar ou a abandonar   os postos de trabalho quando empregados.Será que o angolano só é bom em biscates e no paralelo  ,mercado informal? Achamos que o Angolano se tiver as condições adequadas funciona como todos os outros povos por melhor que
sejam, empregos com remunerações justas, as pessoas serem avaliadas pela sua competência e mérito, defendidos por uma politica de trabalho eficaz com sindicatos e comissões de trabalho funcionais ,serem ouvidos em sede  concertação social para zelarem  não só pelos seus direitos como também  pelos seus deveres .

“As empresas de petróleo que trabalham em Angola serão proibidas de empregar estrangeiros, a menos que provem que não conseguiram achar um candidato local, qualificado para o posto. “A partir de agora todo emprego de trabalhadores estrangeiros nas empresas de petróleo, somente poderá acontecer depois que a empresa houver provado que não existe um angolano no mercado doméstico de trabalho, com as qualificações técnicas e a experiência necessárias para o trabalho”. Será com estas  medidas avulsas  que o Governo pretende acabar com o desemprego?

segunda-feira, abril 20, 2015

Angola falha metas de educação da UNESCO


Luanda - Quinze anos depois da assinatura do projecto “Educação para todos”, compromisso para educar todas as crianças do mundo até 2015, a UNESCO veio hoje revelar que apenas um terço dos 164 países cumpriu com os objectivos estabelecidos.
Fonte: RA
Se em termos globais os progressos foram poucos, na África subsariana o balanço é ainda mais decepcionante. Nenhum dos países cumpriu com as seis metas do programa, assinado em 2000, na cidade de Dakar, sendo que apenas sete cumpriram com o objectivo mais importante: instruir todas as crianças do ensino básico.
Angola não figura na lista. O país cumpriu apenas um dos objectivos da UNESCO, o do aumento do ensino pré-primário – Angola está entre os sete países onde 80 por cento ou mais das crianças tem acesso a educação pré-primária.
Os restantes quatro objectivos passavam por garantir a igualdade de acesso à educação e habilitação a jovens e adultos, assegurar uma redução de 50 por cento no nível de iliteracia adulta, e atingir a igualdade de género e paridade no acesso à educação.
O relatório ressalva ainda outro dado preocupante: a iliteracia na África Subsariana atinge sobretudo o sexo feminino, o que é especialmente visível em países como o Níger ou a Guiné-Conacri, onde cerca de 70 pro cento das mulheres nunca frequentaram a escola.   Mais crianças nas escolas
Em termos globais há algumas tendências positivas a assinalar. O número de crianças e adolescentes fora da escola diminuiu quase para metade desde 2000 – no total, 34 milhões foram incluídos nos sistemas de ensino. A estimativa agora é que, entre as crianças nascidas em 2005, 20 milhões a mais tenham completado a educação primária em comparação com a projecção baseada nas tendências pré-Dakar.
O relatório mostra que existem, ainda, 58 milhões de crianças fora da escola. Cerca de 100 milhões, que têm acesso, deixarão os estudos sem completar a educação primária. A taxa de permanência das crianças na escola aumentou em 23 países, mas diminuiu em 37. Globalmente, a projecção é que a taxa de permanência na educação primária não seja maior que 76 por cento em 2015.
Por outro lado, a UNESCO fala num aumento da desigualdade na educação. Uma criança pobre tem quatro vezes menos hipóteses de frequentar a escola do que uma rica, e cinco vezes menos hipóteses de completar a educação primária. Os conflitos também são uma barreira no acesso à educação, entre a população que vive nessas regiões, a proporção de crianças fora da escola é “alta e está aumentando”.   É preciso investir na educação
O mundo precisa de aumentar o investimento em educação. Esta é uma das conclusões do relatório final de monitorização da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre as metas estabelecidas em 2000 no projecto “Educação para todos”.
O documento foi assinado por 164 países de renda baixa e média baixa. De acordo com o relatório, estes precisarão de gastar 5,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para garantir um ensino de qualidade, e as nações ricas precisarão aumentar as transferências para os países mais pobres em USD 22 mil milhões por ano.
A Unesco destaca que a educação não é a prioridade em muitos orçamentos e mudou pouco desde 1999. Em 2012, representava 13,7 por cento dos gastos dos países, o que é menos do que o recomendado pela organização, que aponta para 15 a 20 por cento do Orçamento.
Globalmente, em 2012, dos 142 países com dados disponíveis, 39 gastaram 6 por cento ou mais do PIB em educação. O número aumentou em relação a 1999, quando dos 116 países com dados disponíveis, 18 gastaram 6 por cento ou mais do PIB.

domingo, abril 19, 2015

Anselmo Ralph: "Quando és uma figura pública, mal pões o pé fora de casa já estás a trabalhar"



07-12-2014 | Fonte: DN
 
O angolano pisa o Meo Arena amanhã, ao lado de músicos brasileiros, e fala sobre a sua vida longe desses holofotes que lhe custam a suportar por causa da doença que o acompanha desde os cinco anos, a família, a carreira que poderá de ter de abrandar e a guerra civil que viveu em direto.
Vai subir ao palco do Meo Arena amanhã, dia 8, mas como é a sua vida quando não tem concertos?
Sou muito caseiro, se queres que te diga.
Isso vai arruinar a sua imagem...
Talvez isso se deva ao facto de estar sempre de um lado para o outro, sempre que estou sossegado aproveito ao máximo. Quando és uma figura pública, mal pões o pé fora de casa já estás a trabalhar e às vezes é muito difícil cobrar aos fãs. Dizer "estou com a minha família, não me venham pedir fotos". Se eu visse o Stevie Wonder pensava "é a minha oportunidade, se calhar nunca mais vou ver" e ia dizer "desculpe o incómodo, sei que estou a ser chato, mas... Então, muitas vezes, penso vou ficar em casa. 

Nunca vai com os seus filhos [Alicia e Jadson] ao parque?

Não. Ficamos em casa. Tem um parque (risos). Eles estão mais habituados a estar com a mãe, felizmente. A minha filha tem sete anos. Um dia fui buscá-la à escola e foi a maior confusão. Depois ela pediu-me para ficar no carro quando a fosse buscar. A nossa vida é muito caseira. Se queremos sair em família, viajamos para lugares onde ninguém nos conhece, vamos para a Disney, em Paris...

Sobe para nove o número de policias assassinados por seguidores do"Kalupeteka"




19-04-2015 | Fonte: Angop

Mais dois corpos de policias assassinados quinta-feira na Serra Sumé, município da Caála, a cerca de 50 quilómetros a sul da cidade do Huambo, foram encontrados nas últimas 24 horas durante as buscas efectuadas no local pelas forças de segurança e defesa, elevando para nove o número de vitimas.

Os mesmos foram assassinados por seguidores da seita religiosa Adventista do 7º Dia a Luz do Mundo, fundada e liderada pelo cidadão nacional José Julino Kalupeteka, de 52 anos de idade, detido sexta-feira.
Entre as vitimas, que se deslocaram àquela localidade em cumprimento do mandato de captura emitido pela Procuradoria-Geral da República na província do Bié, consta o comandante da Polícia Nacional no município da Caála, superintende-chefe Evaristo Catombela, o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida nesta província, intendente Luhengue Joaquim José, e o instrutor da Polícia de Intervenção Rápida, sub-inspector Abel do Carmo.
Foram ainda assassinados o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála.
O comando da Polícia Nacional na província do Huambo informou sábque os malogrados vão ser enterrados na próxima segunda-feira.

Frases de 2 Pac

PENSAMENTO

Mensagens de Luto

DESPORTO

Postagens Populares

Música

SOBRE ANGOLA

Frases de Amor

Boa Mensagem

Mais Pensamentos

Tecnologia do Blogger.