Condenações, acusações e dúvidas no "caso Kalupeteca"
PR condena e MPLA e Unita trocam acusações.
20.04.2015 17:22
O Presidente da República repudiou o assassinato de polícias no Huambo e em Benguela, por elementos da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo. Entretanto, as autoridades não divulgam número de civis mortos durante o confronto, enquanto a Unita fala em centenas de vítimas.
Polícias mortos no Huambo foram a enterrar
Entretanto, as autoridades do Governo no Huambo ainda não revelaram o número de civis que se acredita ter havido ao longo da refrega ou durante a retaliação da Polícia Nacional.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento da Democracia , Faustino Mumbika diz haver manipulação que está a ser passada para o público sobre a realidade dos acontecimentos.
Em Luanda o Presidente José Eduardo dos Santos considerou que a seita constitui “uma ameaça à paz e à unidade nacional” e que a sua doutrina constitui uma perturbação à ordem social.
Num comunicado de imprensa divulgado hoje, 20, o Chefe de Estado descreve os seguidores da seita como “indivíduos perigosos que devem ser rapidamente capturados e entregues à justiça”.
Por seu turno a Unita rejeitou, em comunicado , qualquer tentativa da sua associação à seita conhecida também por Kalupeteka, em referência ao seu líder, e exige que seja feita uma investigação profunda e imparcial dos acontecimentos ocorridos nas províncias de Benguela, Bié e Huambo.
Na sequência da acusação do MPLA que disse haver forças por detrás dos autores dos assassinatos dos elementos da Polícia Nacional, o Galo Negro considerou-as de “ irresponsáveis e de má fé”, em se referindo à Unita, ao mesmo tempo que diz que a acusação constitui uma diversão do Executivo em face à aprovação amanhã da controversa Lei do Registo Eleitoral.
A direcção da Unita diz ainda que a seita vem funcionando à margem da lei há alguns anos, com o beneplácito das autoridades locais com quem desenvolveu, desde 2011, laços privilegiados ao abrigo dos quais o cidadão Kalupeteka beneficiou de bens materiais e espaços de intervenção nos órgãos de comunicação social públicos.
Alcides Sakala, da Unita, reiterou que há centenas de mortos.


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