Esquemas fraudulentos de emissão de documentos leva a suspensão de auto- funcionário da DNVT
17-04-2015 | Fonte: OPAÍS
Foi descoberto na Direcção
Nacional de Viação e Trânsito (DNVT) um esquema fraudulento de emissão
de documentos, protagonizado por um funcionário com altas
responsabilidades afecto ao departamento de informática daquela
direcção. O esquema terá sido desarticulado com a apreensão de um
“menino de recados” encontrado no interior daquelas instalações que
supostamente se achava na posse de 700 livretes com as respectivas guias
e cartas de condução.
A fonte disse que os documentos eram vendidos ao preço de dez mil kwanzas, desconhecendo o tempo que a fraude começou a ser praticado. Acrescentou que a direcção da DNVT suspendeu o referido funcionário enquanto decorrem as investigações.
Contactado o porta-voz daquela direcção, Angelino Serrote, recusou-se a confirmar a identidade do funcionário indiciado. “Não cabe a mim dizer, mas sim o visado”.
Entretanto, Angelino Serrote acabou por confirmar que “há um processo a decorrer por causa de algumas irregularidades, mas o mesmo ainda não está concluso”.
A fonte, que brindou a informação a este jornal, disse que o esquema consistiu na instalação de um circuito paralelo de impressão dos documentos que a referida instituição está habilitada a emitir em benefício dos requerentes, o que o porta-voz chama de “transferência de dados de uma base de dados para outra irregularmente”.
O facto de a assinatura não ser aposta no documento pelo punho do director nacional, pois está incerta no sistema, terá facilitado, segundo as fontes deste jornal, toda esta fraude.
Tendo em conta o papel que desempenha, a DNVT é uma das instituições da Polícia Nacional onde recorrentemente são descobertos casos desta natureza. O excesso de burocracia, segundo a fonte deste jornal, para tratar ou levantar qualquer documento tem levado cidadãos a colaborarem com funcionários para obterem os seus documentos com brevidade contra o pagamento de valores monetários.
Por se situar numa área bastante movimentada da baixa de Luanda, é comum ver jovens e senhores com mochilas às costas a contactar cidadãos que se deslocam à DNVT para intermediarem a solicitação do serviço pretendido. No local, os também chamados “micheiros” ou intermediários posicionam-se em vários pontos e usam uma linguagem codificada para fugir da vigilância dos fiscais nas cercanias da DNVT.
A fonte disse que os documentos eram vendidos ao preço de dez mil kwanzas, desconhecendo o tempo que a fraude começou a ser praticado. Acrescentou que a direcção da DNVT suspendeu o referido funcionário enquanto decorrem as investigações.
Contactado o porta-voz daquela direcção, Angelino Serrote, recusou-se a confirmar a identidade do funcionário indiciado. “Não cabe a mim dizer, mas sim o visado”.
Entretanto, Angelino Serrote acabou por confirmar que “há um processo a decorrer por causa de algumas irregularidades, mas o mesmo ainda não está concluso”.
A fonte, que brindou a informação a este jornal, disse que o esquema consistiu na instalação de um circuito paralelo de impressão dos documentos que a referida instituição está habilitada a emitir em benefício dos requerentes, o que o porta-voz chama de “transferência de dados de uma base de dados para outra irregularmente”.
O facto de a assinatura não ser aposta no documento pelo punho do director nacional, pois está incerta no sistema, terá facilitado, segundo as fontes deste jornal, toda esta fraude.
Tendo em conta o papel que desempenha, a DNVT é uma das instituições da Polícia Nacional onde recorrentemente são descobertos casos desta natureza. O excesso de burocracia, segundo a fonte deste jornal, para tratar ou levantar qualquer documento tem levado cidadãos a colaborarem com funcionários para obterem os seus documentos com brevidade contra o pagamento de valores monetários.
Por se situar numa área bastante movimentada da baixa de Luanda, é comum ver jovens e senhores com mochilas às costas a contactar cidadãos que se deslocam à DNVT para intermediarem a solicitação do serviço pretendido. No local, os também chamados “micheiros” ou intermediários posicionam-se em vários pontos e usam uma linguagem codificada para fugir da vigilância dos fiscais nas cercanias da DNVT.
0 comentários:
Postar um comentário