UNITA denuncia «chacina, terror e genocídio» no Huambo
A UNITA, principal partido da
oposição em Angola, afirma que mais de 700 pessoas morreram, nos
confrontos que ocorreram na semana passada (16 de Abril) no Huambo,
opondo a polícia a fiéis da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo e
pede a criação urgente de uma comissão parlamentar de inquérito.
Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da UNITA, chefia a delegação do seu partido, que a partir de hoje e até sábado se desloca ao Huambo, para averiguar a existência de valas comuns e a descoberta de mais de 700 mortos nos confrontos entre a polícia e membros da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo.
Para Raúl Danda há graves contradições nos discursos oficiais sobre estes incidentes, tanto no que diz respeito aos confrontos em si, quanto quanto ao número de mortos, afirmando entre outros que referindo-se aos incidentes de 16 de Abril, o segundo comandante-geral da polícia de Angola, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida evocou "um tiroteio intenso durante três horas, feito pelos homens do líder religioso...a polícia não disparou um único tiro em três horas, porque tinha à sua frente mulheres, velhos e crianças" , ou ainda que o Secretário de Estado do Interior general Eugénio Laborinho quando interrogado "só falou de três armas na posse de civis".
23-04-2015 | Fonte: RFI
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