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sexta-feira, abril 24, 2015

Angola advoga diálogo com jovens no combate ao extremismo violento



Paulo Tjipilica - Provedor de Justiça de Angola (Foto: Gaspar Santos)
Paulo Tjipilica – Provedor de Justiça de Angola (Foto: Gaspar Santos)
Angola defendeu quinta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a promoção do diálogo entre governos, organizações internacionais e movimentos juvenis, bem como a propagação dos princípios democráticos, no combate ao radicalismo e extremismo violento.
Esta posição foi manifestada pelo Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, quando discursava, em Nova Iorque, no debate aberto do Conselho de Segurança sobre a “Manutenção da Paz e a Segurança Internacional: o Papel dos Jovens na Luta contra o Extremismo Violento e na Promoção da Paz”.
O dirigente manifestou-se preocupado com o “alarmante” aumento de homens e mulheres jovens, muitos deles bem criados e educados, que se juntam a grupos terroristas, advogando que este fenómeno e a crescente influência dessas redes terroristas devem servir de alerta à comunidade internacional, sobre a necessidade da identificação das causas deste problema, e tratá-lo de forma eficaz.
Disse que embora as razões que levam os jovens a tornar-se radicais variem, existem alguns traços comuns, tais como a crise de identidade, exclusão, desinformação e a discrepância entre as expectativas e a realidade, factores que os jovens podem explorar, independentemente da localização geográfica ou condição social.
“Durante esta fase da vida, os homens e as mulheres jovens são rebeldes, tendem a descarregar sua frustração na comunidade, e são vulneráveis ??à propaganda extremista violenta, em redes virtuais, em clubes de jovens ou locais de culto”, enfatizou Manuel Augusto, que esteve acompanhado pelo Representante Permanente de Angola junto da ONU, Embaixador Ismael Gaspar Martins.
Frisou que a evolução tecnológica e a rápida disseminação da informação, através destes meios de comunicação, tem proporcionado uma maior consciência entre os jovens sobre eventos políticos em todo o mundo, alertando que o intervencionismo político e militar pode gerar ressentimento, levando a várias formas de extremismo violento.
Neste contexto, salientou a pertinência da interacção entre as comunidades locais e os jovens, fornecendo saídas positivas para a situação através do desporto, das artes ou de outros programas que proporcionem um ambiente seguro e acolhedor, defendendo, também, uma mudança da visão política e estratégica do mundo, para que povos e países sejam tratados de igual forma, e políticas que contribuem para exacerbar as tensões e humilhar os povos sejam definitivamente eliminadas.
“Torna-se absolutamente necessário encontrar maneiras de lidar com essas questões críticas, abordando as necessidades fundamentais, materiais e espirituais dos jovens, promovendo a sua inclusão política, económica e social, deixando todos desfrutar do bem comum e das realizações de destaque”, sublinhou o responsável, cuja delegação integra também o Representante Permanente Adjunto na ONU, Embaixador Hélder Lucas, e outros diplomatas angolanos.
Em relação à Angola, disse existirem muitos jovens que participaram activamente ou foram indirectamente afectados pela longa e amarga guerra civil, e que são objecto de preocupação do Governo, que estabeleceu como objectivo central das suas políticas económicas gerar emprego qualificado, competitivo e adequadamente remunerado para os jovens, tendo feito menção ao Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, que atribui um papel central à juventude.
Enfatizou que, recentemente, devido à crescente ameaça de grupos terroristas internacionais e aos métodos de recrutamento sofisticados utilizados por eles para atrair a juventude, o Governo Angolano criou o Observatório Nacional contra o Terrorismo, com o objectivo principal de monitorar e combater a quaisquer potenciais ameaças.
Ainda sobre as acções do Governo, o dirigente angolano disse que em Fevereiro de 2015 foi realizado, em Luanda, em parceria com as Nações Unidas, um seminário que analisou questões relacionadas com o terrorismo no mundo e estudou propostas para uma estratégia comum para combater a ameaça na região, tendo contado com a participação de especialistas de 11 países da África Central.
Na abertura da reunião, presidida pelo Príncipe herdeiro da Jordânia, Hussein Abdullah II, de 21 anos de idade, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu a participação dos jovens nas mesas de negociações, por eles pagarem um preço pelos confrontos violentos e porque têm idealismo, criatividade e entendimento sobre as complexidades da guerra e o que é preciso para o alcance da paz. (portalangop.co.ao)

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