
Destroços da torre Dharahara em Katmandu em 25 de abril de 2015 (Foto de Prakash Mathema/AFP)
A mobilização internacional para ajudar as vítimas do terramoto que
já deixou mais de 1.000 mortos neste sábado no Nepal organiza-se
rapidamente, embora as agências humanitárias ainda não tenham conseguido
calcular exactamente as necessidades no local.
“Tratamos de avaliar a amplitude da catástrofe”, disse à AFP um
integrante da ONG Médicos do Mundo, que tem uma equipe no Nepal, mas que
enfrenta dificuldades de acesso à área afectada, já que a maioria das
telecomunicações foram interrompidas na região.
Voluntários e funcionários da Cruz Vermelha no Nepal ajudam a buscar
eventuais sobreviventes e a atender os feridos, disse a organização em
comunicado.
“O banco de sangue da Cruz Vermelha de Katmandu também abastece as
instalações médicas da capital”, afirmou, ressaltando que as reservas no
país são “limitadas” e que será pedida a colaboração de seus
escritórios em Kuala Lumpur e Dubai.
De acordo com testemunhas, o terremoto provocou a queda da torre
histórica de Dharhara, uma das atracções turísticas da capital do país.
Cerca de dez corpos foram retirados das ruínas, segundo um fotógrafo da
AFP.
As comunicações, a electricidade e a água corrente foram cortados,
informou a ONG Oxfam, que “se prepara para fornecer água potável e
artigos de primeira necessidade”, segundo a sua directora no Nepal,
Cecilia Keizer.
A ONG francesa Acção contra Fome também afirmou que enviou às áreas
afectadas equipes “para avaliar a amplitude dos danos e necessidades”.
– EUA enviaram equipe de resgate e desbloquearam US$ 1 milhão de ajuda-
Esse terremoto, de magnitude 7,8, foi o que mais deixou vítimas no
Nepal desde 1934, provocando reacções imediatas de apoio internacional.
Os Estados Unidos anunciaram o envio de uma equipe de resgate e o
desbloqueio de uma primeira parcela de um milhão de dólares para ajudar
as vítimas, anunciou a agência americana de ajuda USAID.
A Noruega prometeu 30 milhões de coroas (3,5 milhões de euros) em
ajuda humanitária, e ministro das Relações Exteriores, Borge Brende
disse que o país “pode contribuir mais”.
O presidente russo Vladimir Putin expressou suas “condolências” ao
presidente do Nepal, Ram Baran Yadav, assim como o presidente chinês Xi
Jinping, que avisou que pretende “oferecer assistência”.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier,
se disse “comovido”, e acrescentou que “a Alemanha está disposta a fazer
tudo o que puder para oferecer ajuda nesses momentos difíceis”.
O presidente François Hollande declarou que a França está disposta a
“responder às demandas de apoio e assistência” que o Nepal apresentar.
(afp.com)