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terça-feira, abril 28, 2015

Angola foi o país mais conservador na nova previsão do preço do petróleo



O Governo de Angola é o mais conservador no que diz respeito ao novo preço de referência do petróleo para efeitos de cálculo do Orçamento do Estado, sublinhou o Fundo Monetário Internacional num relatório sobre a região.

De acordo com o Regional Economic Outlook referente à África subsaariana, divulgado hoje em Washington pelo FMI, a previsão de 41 dólares para o preço do barril de petróleo de referência durante este ano é a mais baixa entre todos os produtores africanos, nomeadamente a Nigéria, o maior produtor da região.

O documento afirma que o preço de referência estimado pelos analistas do FMI é 58 dólares, bem acima dos 41 dólares que o Governo angolano estima ser o valor médio para o barril de petróleo durante este ano, e ainda abaixo dos 51 dólares que a Nigéria inscreveu no seu Orçamento retificativo.

O impacto da descida do preço do petróleo é, aliás, um dos pontos que atravessa todas as 123 páginas do relatório que a instituição liderada por Christine Lagarde divulgou hoje em Washington, e no qual se prevê que a África subsaariana cresça 4,5%, desacelerando face aos 5% do ano passado e que Angola cresça 4,5% este ano e 3,9% em 2016.

O crescimento das economias da África subsaariana vai estar no nível mais baixo registado nos últimos anos, refletindo principalmente o forte declínio dos preços do petróleo e de outras matérias-primas", lê-se logo no início do relatório, que tem o subtítulo 'Navegando contra o vento', e no qual se oferece uma panorâmica de como os países africanos, nomeadamente os oito maiores produtores de petróleo, estão a adotar as suas políticas económicas à quebra da receita fiscal.

"Juntamente com preços do petróleo mais baixos no Orçamento, os países introduziram planos para reduzir a despesa, principalmente no investimento público, e aumentar a receita não petrolífera", explica o relatório.

O documento, aliás, nota que "Angola está a prever um aumento de 9,5 pontos percentuais do PIB na balança primária não petrolífera, principalmente através de cortes na despesa em bens e serviços, nos subsídios aos combustíveis, e no investimento público, que representa uma parte significativa do ajustamento orçamental".

Outra das ideias que atravessa todo o relatório passa pela excessiva dependência destes países relativamente a uma só matéria-prima, o que influencia determinante todo o panorama económica, ainda para mais quando, diz o FMI, a maioria dos países dependentes do petróleo não diversificou a economia nos últimos anos.

"Os países exportadores de petróleo são os menos integrados nas cadeias globais de valor em termos de valor acrescentado às suas exportações", lê-se no documento, que pormenoriza, sem dar valores, que "com exceção dos Camarões e do Congo, esta percentagem tem até diminuído, incluindo nos casos de Angola e Nigéria, sugerindo que a diversificação do comércio para além dos recursos naturais tem estagnado, ou até mesmo andado para trás, nos últimos 20 anos nestes países".

Para sublinhar o argumento, o FMI aponta que "no resto da região, uma maioria de países conseguiu fazer progressos", principalmente entre os exportadores de matérias-primas não petrolíferas, o que mostra que "a integração nas cadeias de valor pode acontecer mesmo em países onde as matérias-primas desempenham um papel importante".

O relatório do FMI apresenta um conjunto de indicadores e previsões sobre Angola, não detalhando as razões que sustentam as previsões, mas ainda assim fica claro que a inflação deverá aumentar neste e no próximo ano, passando de 7,3% em 2014 para 8,4% este ano e 8,5% no ano seguinte.

A queda do preço do petróleo desde o verão passado tem tornado evidente a excessiva dependência da economia angolana do 'ouro negro', responsável por mais de 95% das exportações do país e por 70% da receita fiscal no ano passado, uma alínea que este ano vai reduzir-se para 36,5%.
 28-04-2015 | Fonte: Lusa

Portugal "está a tornar-se uma colónia financeira de Angola"



Portugal "está a tornar-se uma colónia financeira do petróleo angolano e Lisboa uma plataforma para a classe alta angolana em ascensão", escreve o diário digital Politico na sua edição desta terça-feira.
O artigo, da autoria de Paul Ames, é dedicado em grande parte à atividade empresarial de Isabel dos Santos, 41 anos. A empresária "está a liderar um movimento de investidores angolanos que injetam dinheiro no seu ex-governante imperial", escreve o influente site.
Angola "é o único pais africano onde o investimento no exterior supera o investimento que atrai de investidores estrangeiros".
E o diário exemplifica. Entre 2010 e 1014, o investimento angolano em Portugal subiu de 645 milhões de euros para 1,53 mil milhões, de acordo com o Banco de Portugal. 
A classe média emergente de Angola "tem feito de Lisboa o seu palco preferido, desfrutando de gastos excessivos nas boutiques de gama alta da Avenida da Liberdade", escreve o Político.
Ao mesmo tempo, "dezenas de milhares de portugueses" rumam a Angola, "em busca de uma saída da austeridade e do desemprego", ocupando empregos qualificados em Angola.
O dinheiro angolano "tem inundado praticamente todos os setores da economia portuguesa", apesar de o país estar a atrair investimentos de outras origens.
 28-04-2015 | Fonte: Expresso
 

segunda-feira, abril 27, 2015

Vice-Presidente da República regressa a Luanda


Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, chega a Luanda (Foto: Pedro Parente)
Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, chega a Luanda (Foto: Pedro Parente)
O Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, chegou hoje, segunda-feira, a Luanda, proveniente de Jakarta (Indonésia) onde participou das festividades do 60º aniversário de Bandung e dos dez anos da parceria estratégia entre a Ásia e África.
No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, Manuel Vicente, que esteve na capital indonésia em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, recebeu cumprimentos de boas vindas do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, entre outras individualidades.
Em comemoração aos 60 anos da Conferência de Bandung realizou-se a Cimeira Ásia/África, o Fórum Económico e as celebrações de Bandung, que serviram para reforçar os laços entre os dois blocos e reafirmar o seu apoio à causa da Palestina.
Os países asiáticos e africanos festejaram este marco sob o signo do Fortalecimento da Cooperação Sul-Sul e para promover a prosperidade e a paz no Mundo, tendo dado com isso um novo impulso às relações de cooperação entre os países da região.
Durante a sua estadia em Jakarta, à margem da Cimeira Ásia/África, Manuel Vicente manteve vários encontros de trabalho com entidades mundiais, com destaque para as audiências com o Presidente do Vietname, Truong Tan San, e com o primeiro-ministro da Singapura, Lee Hsien Loong. (portalangop.com)

sábado, abril 25, 2015

Cuando Cubango: Detidos 347 suspeitos da prática de 531 crimes


Meliantes detidos pela Polícia (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Meliantes detidos pela Polícia (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Trezentos e quarenta e sete cidadãos foram detidos pelo comando da Polícia Nacional ao longo do I trimestre do ano em curso, por suposto envolvimento em 531 crimes, informou segunda-feira, o porta-voz da corporação, superintendente António Maria Mwamphovinene Feliciano.
Em declarações à imprensa, o porta-voz referiu que em relação ao período anterior de 2014 registou-se o aumento de 104 crimes, sendo que dos cidadãos detidos 11 são mulheres, três militares das Forças Armadas Angolanas (FAA), um agente da corporação, sete estrangeiros e 19 menores de idade sob custódia.
Segundo disse, dos crimes, 243 foram contra as pessoas, 201 contra a propriedade, 72 contra a ordem e tranquilidade pública, 15 contra a economia.
António Maria referiu que em termos de incidência criminal o município de Menongue registou 559 crimes, Cuchi seis, Cuangar quatro, igual cifra no Rivungo, três no Calai, dois crimes no Cuito Cuanavale e dois outros em Mavinga.
De acordo com o porta-voz, em Janeiro registaram-se 196 crimes com 91 cidadãos detidos, Fevereiro 178 delitos com 96 detidos e em Março 142 crimes com 100 presos.
A deficiência na iluminação, particularmente nos bairros periféricos, agravada com o problema de acesso e identificação de moradias, uso excessivo de droga (liamba) e de bebidas alcoólicas são apontadas como algumas das causas que concorreram para a criminalidade. (portalangop.co.ao)

Angola encontra diamante de 63 quilates da categoria “mais rara” do mundo na Lunda-Norte


Um único diamante com 63,05 quilates e tido como de “excecional qualidade” foi descoberto na nova mina diamantífera no aluvião do Lulo, na província da Lunda Norte, anunciou a empresa Lucapa Diamond.
diamante de 63 quilates
A informação consta de um comunicado daquela multinacional australiana, a que a Lusa teve acesso na terça-feira, referindo tratar-se de um diamante que, além da dimensão, é também da categoria “mais rara” do mundo, denominada de “IIa”.
De acordo com dados do Ministério das Finanças, cada quilate de diamante foi vendido em 2014, em termos médios, a 146,84 dólares.
Após seis anos de prospeção na zona, a exploração no Lulo arrancou este ano, no âmbito de um contrato para a concessão da produção naquela área válido por 35 anos.
Na fase anterior, ainda de prospeção, e noutra zona do Lulo, a Lucapa tinha já anunciado a descoberta de outros dois diamantes de grandes de dimensões, de 131,40 e de 95,45 quilates, daí as grandes expetativas em torno desta exploração.
“É o maior diamante descoberto desde que a Lucapa e os seus parceiros iniciaram a produção comercial no Lulo, em janeiro de 2015, e demonstra o potencial para importantes descobertas deste tipo de grandes diamantes”, afirma a empresa.
Esta nova mina diamantífera no aluvião do Lulo produziu 1.317 diamantes entre janeiro e março, segundo anúncio anterior da Lucapa. Em três meses de operação, foram processados 12.912 metros cúbicos de rocha, tendo permitido recuperar 1.335 quilates.
A empresa, que tem como parceiros angolanos neste projeto a estatal Endiama e o grupo privado Rosas & Pétalas, garante que com estes resultados será atingido em junho o objetivo de gerar ‘cash-flow’ positivo na atividade mineira, a partir do Lulo.
Anteriormente, na fase de prospeção que se prolongou durante seis anos, a empresa extraiu da área do Lulo 876,5 quilates, trabalhos que renderam, por si só, seis milhões de dólares.
A concessão do Lulo dista 150 quilómetros da mina de diamantes de Catoca, a maior de Angola e quarta maior do género em todo o mundo, estando ambas localizadas na mesma área geológica. Envolve uma área específica de 218 quilómetros quadrados, incluindo mais de 50 quilómetros ao logo do rio Cacuilo.
Os diamantes constituem o segundo principal produto de exportação por Angola, a seguir ao petróleo.

Oferta: OPA do CaixaBank sobre o BPI vai avançar


Isabel dos Santos (Foto: D.R.)
Isabel dos Santos
(Foto: D.R.)
Para Isabel dos Santos ser convencida, o CaixaBank vai ter de fazer uma proposta irresistível. Têm até quarta-feira para chegar a um acordo, ainda assim a OPA do CaixaBank sobre o BPI vai prosseguir.
A oferta de aquisição pública (OPA) do CaixaBank sobre o BPI poderá avançar de qualquer forma mesmo que a assembleia-geral (AG) chumbe a proposta para pôr fim ao limite de votos no BPI.

Foi assegurado aos catalães do CaixaBank que a OPA será registada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mesmo que a empresária angolana Isabel dos Santos tente a desblindagem de estatutos, que deverá acontecer no próximo dia 29.
O presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar indicou que a instituição pretende convocar uma nova reunião de acionistas para votar o fim do limites de votos, depois de a OPA obter todas as autorizações.
No entanto, esta nova reunião só poderá acontecer no próximo mês, depois de Bruxelas autorizar a 13 de maio, dá conta o Jornal de Negócios.
Os dois maiores acionistas do banco liderado por Fernando Ulrich – La Caixa com 44,1% e Isabel dos Santos com 18,6% – deverão chegar a um entendimento antes de dia 29.
Os catalães preferem assegurar a desblindagem de estatutos, mas a empresária não abdica da oposição à OPA sem um aumento de preço que justifique a sua mudança de posição.
Caso não receba uma oferta aliciante, Isabel dos Santos conseguirá sempre terminar com a operação, mesmo que tenha de chumbar a desblindagem numa segunda assembleia. Ou seja, a solução do CaixaBank passa sempre por aumentar o valor da oferta. (noticiasaominuto)

sexta-feira, abril 24, 2015

Presidente do MPLA recomenda campanhas de educação cívica



O Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, orientou os membros do partido e a sociedade civil para realizarem campanhas de educação cívica e manifestações de repúdio contra as tentativas de pôr em causa a paz, a estabilidade social e a unidade nacional.

José Eduardo dos Santos discursou na cerimónia de abertura da IX sessão ordinária do Comité Central do MPLA, que decorre em Luanda.

O líder exortou aos membros do MPLA e as suas organizações sociais, para continuarem a condenar actos de instabilidade e tensão no território nacional.

"Nas últimas semanas ocorreram situações que indicam que existem pequenos focos de instabilidade e tensão em certas localidades do nosso país, por práticas religiosas e sociais contrárias aos princípios e valores consagrados na Constituição da República e nas leis ordinárias, com actos criminosos levados a cabo por alguns cidadãos", disse José Eduardo dos Santos.

Por este facto (instabilidade e tensão), o Presidente salientou que "a sociedade civil, as igrejas e as autoridades do Estado têm tomado medidas e desenvolvido acções para restabelecer a normalidade".

Esta reunião, que termina ainda hoje, está a apreciar o relatório de balanço da Comissão Nacional Preparatória do V Congresso Extraordinário do MPLA, o Projecto de bases gerais para a preparação e realização do VII Congresso Ordinário deste partido, bem como o projecto de cronograma de acções relativas ao VII Congresso Ordinário do MPLA.

 Fonte: Angop

Angola recua nas taxas a importações de bebidas


 
 Não impor quotas às importações de bebidas e alimentos nem criar taxa sobre transacções são vitórias.

A não imposição de quotas às importações de bebidas e produtos de primeira necessidade, nomeadamente alimentares, como estava inicialmente previsto no Orçamento Rectificativo angolano e o recuo na criação de uma "contribuição especial" sobre as operações cambiais, designadamente as transferências privadas para o estrangeiro, foram alguns dos resultados da diplomacia económica nacional, para melhorar as relações entre Portugal e Angola, garantiu ontem o ministro da Economia.

Quando questionado pelo Económico sobre quais as soluções que estavam a ser trabalhadas com o Executivo angolano para minimizar os impactos das restrições cambiais e da queda dos preços do petróleo - e que foram anunciadas pelo primeiro-ministro, no Parlamento no início de Abril - António Pires de Lima revelou que as soluções eram estas: a suspensão do decreto executivo que impunha quotas à importação de produtos agro-alimentares, mas também a não aplicação de uma taxa sobre as transferências bancárias portuguesas. "Isto é diplomacia económica", disse o ministro.

O Governo angolano equacionou criar uma nova taxa, temporária, que poderia ir até aos 20%, para garantir a continuidade de oferta de divisas à economia angolana, afectada pela quebra nas receitas com as exportações de petróleo. Segundo o jornal angolano Expansão essa "contribuição especial sobre operações cambiais de invisíveis correntes prevista no Orçamento Geral do Estado 2015 Revisto incidirá exclusivamente sobre os contratos de prestação de serviços, nomeadamente de assistência técnica".

Por outro lado, Pires de Lima garante que o Governo angolano recuou na imposição de quotas às importações de bebidas e produtos agro-alimentares, mas ontem, citado pela Lusa, em Luanda, Joaquim Tandala, em representação da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), disse ter recebido a garantia do Governo angolano de que as quotas serão aplicadas nos próximos meses apesar do atraso inicial - estavam previstas para Março. "Temos uma garantia, sim. Prevê-se a entrada em vigor [do regime de quotas à importação de bebidas] no segundo semestre, mas já vai tarde. Nunca houve uma quota de importação neste caso em concreto, é uma coisa nova, e há também um cuidado do Executivo para não atentar contra a concorrência desleal", disse Tandala.

A importação de bebidas, segundo dados do Governo angolano, cifra-se anualmente em 372 milhões de euros, mais de metade proveniente de exportações de empresas portuguesas, nomeadamente cerveja.

Pires de Lima deu ainda outro exemplo de diplomacia económica, a realização, em Luanda, em Junho do fórum entre empresas portuguesas e angolanas, inicialmente previsto para o primeiro quadrimestre deste ano.

Apesar deste esforço de normalização das relações entre os dois países, o Executivo reconhece que existem riscos. O Programa de Estabilidade alerta que o efeito da queda do preço do petróleo em Angola "poderá conduzir a implicações negativas sobre a dinâmica das exportações de bens portugueses, com impacto no crescimento da economia" entre 2015 e 2019. 
 
 24-04-2015 | Fonte: Publico

Angola prevê criação de 3.500 empregos




Três projetos para a produção de fertilizantes em Angola vão permitir criar mais de 3.500 postos de trabalho e tornar o país autossuficiente neste tipo de produto, de acordo com o Governo.

A concretização destes novos investimentos, nas províncias do Zaire e de Cabinda, surge numa informação, enviada hoje à Lusa, sobre a quarta reunião conjunta de 2015 das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, realizada quinta-feira em Luanda e orientada pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Os três projetos de investimento foram apreciados nesta reunião e estão "inscritos na iniciativa da diversificação da economia nacional", acrescenta o Governo angolano.

Em causa estão os Projetos Integrados de Exploração de Fosfatos com vista à produção de fertilizantes, nas regiões de Cacata e Lucunga, respetivamente nas províncias de Cabinda e Zaire.

Acresce a construção e exploração de uma central de produção de fertilizantes de amoníaco e ureia, na província de Cabinda, cujo investimento também foi analisado nesta reunião do Governo angolano.

"Os três projetos permitem criar mais de 3.500 postos de trabalho e outros benefícios sociais e económicos e garantir a autossuficiência do país em fertilizantes", assegura o executivo angolano.

Ainda no domínio da diversificação da indústria mineira, a reunião analisou a proposta de constituição da Empresa Nacional de Agrominerais, "que se inscreve na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do setor agrícola".

Esta empresa estatal poderá vir a gerir um destes três investimentos na área dos fertilizantes.

"Angola poderá ter em breve resolvida a necessidade de 400 mil toneladas de fertilizantes que consome por ano e ainda exportar uma grande quantidade", disse em setembro o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.

"A produção de fertilizantes a partir de agrominerais reveste-se de importância estratégica", enfatizou o governante, referindo-se já na altura à criação de uma empresa para gerir estes recursos e o interesse público no setor.
 
 Fonte: Lusa

terça-feira, abril 21, 2015

Huambo: Líder da "Kalupeteca" detido pela polícia quando tentava abandonar a província



Luanda – Os efectivos do Comando Provincial da Polícia Nacional no Huambo detiveram nesta quinta-feira, 17, na comuna de Catabola, município de Longonjo, o líder seita Cristã do Sétimo Dia a Luz do Mundo, vulgarmente conhecida por "Kalupeteca", juntamente com o seu filho e outros crentes, quando tentavam abandonar aquela província. Os mesmos encontram-se, neste preciso momento, detidos na Direcção Provincial de Investigação Criminal do Huambo.   

Fonte: Club-k.net
José Kalupeteca estava, inicialmente, a ser procurado pela polícia nacional, desde terça-feira, 14, após os seus seguidores terem espancados (e desarmados) cerca de dez efectivos do Comando Provincial da Polícia Nacional no Bié, na segunda-feira última, quando tentava impedir que os fiéis desta seita vendem-se os seus bens.

“No Bié, os fies desta seita foram orientados pelos seus dirigentes a venderem os todos seus bens, e destruir as suas residências, uma vez que o fim do mundo será este ano”, explicou uma fonte oficial, acrescentando que “a polícia foi ao local onde funcionava a seita no sentido repor a ordem, e, surpreendentemente, foram espancados e desarmados pelos membros desta seita”.

Após este incidente, a Procuradoria Geral da República da província do Bié emitiu um mandado de captura contra José Kalupeteca, na qualidade do líder da seita, que se encontrava em retiro, em companhia dos seus fiéis, à localidade da Serra do Sumi, à 25 quilómetros da sede municipal da Caála, província do Huambo.

Mas antes, no município de Balombo, na província de Benguela, um outro grupo de membros da direcção desta seita transmitiam, igualmente, a mesma mensagem (do fim do mundo) aos fiéis daquela região. No entanto, quando os efectivos da polícia tentaram “de forma indecorosa” persuadir os crentes da “Kalupeteca” a não catar as tais recomendações, os responsáveis da seita impediram-nos de forma apropriada, resultando numa salada de violência.     

A rixa entre os efectivos da polícia nacional e os fiéis da “Kalupeteca” provocou, na quarta-feira, 15, à morte de dois agentes, um ferido e um automóvel queimado. No entanto, a polícia do Comando Municipal do Balombo ripostou efectuando alguns disparos a “queima-roupa” contra agressores que estavam munidos de “paus, catana e outros objectos contundentes”, resultando na morte de alguns civis no local.

O Club K sabe que a polícia recusa-se a fornecer informações concretas sobre o número exacto dos fiéis da seita “Kalupeteca” mortos pelos seus efectivos. “Ninguém quer falar disso, mas sabemos que esta acção resultou na morte e detenção de algumas pessoas que são crentes desta igreja”, revelou a nossa fonte.

Já na quinta-feira, 16, tendo em conta os dois episódios e em cumprimento do “mandato de captura”, o Comando Provincial da Polícia Nacional no Huambo ordenou o comandante municipal da Caála, Evaristo Catumbela, a criar condições para deter o líder religioso José Kalupeteca que se encontrava, juntamente com os crentes, numa das montanhas à localidade da Serra Sumé, a 25 quilómetros da sede municipal da Caála, em actividades. 

No local da detenção, o comandante Catumbela fez-se acompanhar com um aparato policial (armados até aos dentes) onde integrava igualmente a Polícia de Intervenção Rápida, investigadores da DPIC, efectivos dos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), Polícia de Ordem Pública e membros do Serviço dos Bombeiros.

De acordo com registo, Evaristo Catumbela, na qualidade do comandante municipal da Polícia da Caála, juntamente com o seu guarda, foi ao encontro do líder seita Cristã do Sétimo Dia a Luz do Mundo, José Kalupeteca, a fim de convence-lo a entregar-se às autoridades judiciais. A conversa que teve uma duração de menos de 20 minutos, não produziu resultados satisfatórios.

Não se sabe ao certo o que terá dito o comandante Catumbela a José Kalupeteca para começar a ser violentamente agredido (com o seu acompanhante) pelos guarda-costas do líder da seita. Ao testemunhar a agressão, os elementos da caravana do policial dirigiram-se de imediato à montanha a fim de socorrer o seu chefe, e foram surpreendidos com disparos a “queima-roupa” efectuados pelos crentes desta seita que se encontravam entrincheirados.

As primeiras vítimas, segundo apurou o Club K, a serem mortos no local foram o comandante Evaristo Catumbela e a sua escolta. Em gesto de defesa, os efectivos do Ministério do Interior começaram a ripostar com as “armas de guerra” de forma alienatória contra tudo e todos, provocando mortes até das crianças e mulheres que assistiam de longe o cenário de guerra.

Durante a troca de tiros, os fiéis da “Kalupeteca” abateram cerca de dez elementos, entre os quais cinco efectivos da PIR (incluindo o seu chefe de Operações), quatro de Ordem Pública e o chefe municipal do SINSE da Caála. A maior parte dos efectivos foram mortos com tiros a cabeças. Do lado da seita morreram um número incalculável de crentes.     

No final da “rixa”, uma caravana – de três motorizadas – dos membros da “Kalupeteca”, em protecção ao seu líder, puseram-se à fuga em direcção a província de Benguela. Mas, ao passar pela comuna de Catabola, município de Longonjo, no Huambo, foram surpreendidos pelos elementos da corporação. Nesta senda José Kalupeteca com os seus seguidores irão responder, em tribunal, pelos crimes de homicídio qualificado.

De realçar que, em Outubro do ano passado, o governador do Huambo, Kundi Paihama, aconselhou aos seguidores da seita "Kalupeteca", a obedecerem as leis vigentes no país e a ordem social estabelecida, sob pena de incorrerem em crime.

Kundi Paihama fez este apelo durante um encontro com os fiéis da referida igreja, na aldeia de São Pedro Sumi, município da Caála, motivado do facto dos mesmos serem constantemente acusados de desrespeitar a ordem social, com o comportamentos contrários as leis angolanas.

Trata-se da seita que por altura do Censo da População instou os crentes para não participarem no processo, instigando-os a abandonarem as casas para não se depararem com os recenseadores.

Em outro acto, 576 membros abandonaram as suas casas para acamparem na localidade de São Pedro Sumi, sem quaisquer condições de sobrevivência, para servirem os seus princípios doutrinais, o que obrigou a intervenção da Direcção da Assistência e Reinserção Social a fornecer alguns meios de subsistência.

Por isso, o governador disse que Governo não vai permitir qualquer desorganização social, nem tão pouco a desobediência da lei. “É preciso interpretar correctamente as instruções bíblicas e amar o próximo para a construção da nossa sociedade. Os líderes religiosos de todas denominações eclesiásticas e os dirigentes governamentais devem servir o povo”, disse.

Kundi Paihama lembrou que cada cidadão é livre em seguir a denominação religiosa da sua opção, mas ninguém deve ser manipulado pelos líderes religiosos a seguirem preceitos que contrariam os objectivos do Estado.

Por sua vez, o líder da referida igreja, José Kalupeteka, prometeu cumprir com as orientações do Governador, sobretudo as relacionadas com o cumprimento das leis angolanas. Sem implatação legal, a "Sétimo Dia a Luz do Mundo" é uma dissidência da Igreja Adventista do Sétimo Dia, e controla 3700 fiéis nas províncias do Huambo, Benguela e Bié.

Condenações, acusações e dúvidas no "caso Kalupeteca"


PR condena e MPLA e Unita trocam acusações.
José Eduardo dos SantosJosé Eduardo dos Santos
Redacção VOA

O Presidente da República repudiou o assassinato de polícias no Huambo e em Benguela,  por elementos da seita Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo. Entretanto, as autoridades não divulgam número de civis mortos durante  o confronto, enquanto a Unita fala em centenas de vítimas.
Polícias mortos no Huambo foram a enterrar
Foram hoje a enterrar no Huambo os nove elementos da Polícia Nacional  mortos na passada  semana. A cerimónia, segundo informações disponíveis, foi acompanhada pelas autoridades do Governo e da sociedade civil .
Entretanto, as  autoridades do Governo no Huambo  ainda  não revelaram o número de civis  que se acredita ter havido ao longo da refrega  ou durante a retaliação da Polícia Nacional.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento da Democracia , Faustino Mumbika diz haver manipulação que está a ser passada para o público sobre a realidade dos acontecimentos.
Em Luanda o Presidente José Eduardo dos Santos considerou  que a seita constitui  “uma ameaça à paz  e à unidade nacional” e que a sua doutrina constitui uma perturbação à ordem social.
Num comunicado de imprensa divulgado hoje, 20, o Chefe de Estado  descreve os seguidores da  seita  como “indivíduos  perigosos  que devem ser rapidamente capturados  e entregues à justiça”.
Por seu turno a Unita  rejeitou, em comunicado , qualquer tentativa da sua associação à seita conhecida também por Kalupeteka, em referência ao seu líder,  e exige que seja feita uma investigação profunda e imparcial dos acontecimentos ocorridos nas províncias de Benguela, Bié e Huambo.
Na sequência da acusação do MPLA que disse haver forças por  detrás dos  autores dos assassinatos dos elementos  da Polícia Nacional, o Galo Negro considerou-as  de “ irresponsáveis e de má fé”, em se referindo à Unita, ao mesmo tempo que  diz que a acusação  constitui uma diversão do Executivo em face à  aprovação amanhã da controversa Lei do Registo  Eleitoral.
A direcção da Unita   diz ainda que a seita  vem funcionando à margem da lei há alguns anos, com o beneplácito das autoridades locais com quem desenvolveu, desde 2011, laços privilegiados ao abrigo dos quais o cidadão Kalupeteka beneficiou de bens materiais e espaços de intervenção nos órgãos de comunicação social públicos.
Alcides Sakala, da Unita, reiterou que há centenas de mortos.

segunda-feira, abril 20, 2015

JES em “selfie” familiar


Lisboa - José Eduardo dos Santos aceitou fazer um “selfie” que lhe foi gentilmente incentivado pelas suas cunhadas (as gémeas Ana Ceita) no seguimento de um momento familiar no Palácio Presidencial, em Luanda. Na  rara aparição, o estadista angolano aparece meio descontraído e sem os guardas ao redor.
Fonte: Club-k.net
Chefe de Estado  em momento de simplicidade 
Está é a segunda vez, em curto espaço de tempo, que o Presidente José Eduardo dos Santos é descontraidamente fotografado em momentos familiares, de modo informal.

Em Dezembro do ano passado a sua filha Joseane dos Santos partilhou nas redes sociais um momento íntimo da família, em que se podia ver o estadista descontraído no sofá,  ao que parecia estar a assistir televisão. Na cadeira ao lado estava a primeira dama, Ana Paula Lemos  dos Santos, a ler uma revista, que supõe, ser da linhagem da  CARAS.

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Filha do Presidente divulga momento familiar


MPLA com dificuldades de encontrar PCA para GEFI


Lisboa – O MPLA, denota dificuldades em encontrar  um gestor, de confiança política  que possa vir  a desempenhar as funções de Presidente do Conselho de Administração da GEFI – Sociedade de Gestão e Participações Financeiras, o seu braço financeiro e um outro para a Fundação Sagrada Esperança, o seu  braço social e comercial que até pouco tempo era  dirigido pelo malogrado Afonso Van-dunem  “Mbinda”.

Fonte: Club-k.net
O actual  PCA da GEFI, é o general Mário António de Sequeira e Carvalho que, de acordo com pressões internas,  está, contra a sua vontade,  destinado a deixar o cargo,  no seguimento da sua indicação em Fevereiro de 2014, para as funções de Secretário para informação e propaganda do Bureau Político do MPLA.

As dificuldades que o partido estaria a ter em encontrar um substituto de Mário António é atribuída a interferências e  rigor que o mesmo estaria  a exercer na qual lhe recaem suspeitas de que seja seu desejo propor um futuro PCA da sua  confiança pessoal. Teria se  conjecturado, o nome de um quadro intermédio.

Criada em Setembro de 1992, a GEFI, é o monstro financeiro criado pelo MPLA, numa altura em que os seus dirigentes temiam  que a UNITA de Jonas Savimbi ganhariam as primeiras eleições gerais em Angola. A sua criação, foi sempre vista como uma medida de prevenção em que em caso de vitória do seu adversário político, o MPLA ficaria com poder económico através de algumas empresas públicas que, naquele ano, privatizou  e transferiu  para o seu património da  GEFI.

Na altura, assinaram como acionistas da GEFI,  Francisco Magalhães Paiva, então ministro do Interior, actualmente deputado e, desde então, membro do Bureau Político do MPLA; José Mateus Adelino Peixoto, então chefe da Casa Civil do Presidente da República, actual quadro sénior da Presidência da  República; António de Campos Van-Dúnem, então assessor jurídico do Presidente da República; Augusto Lopes Teixeira, na altura membro do Bureau Político; Carlos Alberto Ferreira Pinto,  deputado e membro do Bureau Político do MPLA; e a Fundação Sagrada Esperança.

A actual carteira de negócios da GEFI S.A inclui a sua participação em 64 empresas que operam no domínio da hotelaria, indústria, banca, pescas, comunicação social, construção, imobiliária, etc.
Principais Participações 
1. Sector da Industria 
SOBA – Cervejeira
SOPOL – Grafica
Kwaba – Moageira
Nova Cimor – Moageira
MARTIFER- ANGOLA– Metalomecânica
2. Comercio 
Dilog – Comercio geral
Austrapharma – Medicamentos
3. Hotelaria e Turismo 
Hotel Tivoli
Hotel Trópico
Hotel Presidente
Hotel Mayombe
3.1 Projectos 
NovoHotel Turismo
Hotel Zimbo
Hotel Central
Hotel Katekero
Hotel Farol Velho
4. Imobiliária 
4.1 Projectos
Ngolamobil
Grande armazéns do Bungo
Casa American

5. Aviação 
Flay – 540
6. Banca 
Banco Sol
Banco Comercial Angolano
7. Publicidade e Imagem 
Orion
Pontual
8. Outras Participações 
Bolsa de Valores
Sansul-S.A, Consultoria
Epata Fishing – Pescas
Socorro – Segurança e Protecção
Sambiente – Segurança Industrial
9. Outros Projectos em Carteira 
Obras Publicas
Mineração
Agricultura
Agro-industria

sexta-feira, abril 17, 2015

Automobilistas vítimas de extorsão em Luanda


16-04-2015 | Fonte: Jornal de Angola
 
 
Muitos automobilistas continuam a ser vítimas, todos os dias, de extorsão nas ruas de Luanda, por jovens que cobram o estacionamento de viaturas em espaços públicos e parques de estacionamento, em Luanda.

Os automobilistas apelam à Fiscalização do Governo Provincial e à Polícia Nacional que acabem com o negócio. Ninguém ganha para pagar aos “controladores” de lugares de estacionamento. O pagamento em espaços públicos devia ser regulado pelas autoridades.

Os “controladores” de lugares e viaturas madrugam mais do que todos os outros. Mas devem ser recolhidos das ruas porque fazem autênticos “assaltos” aos automobilistas que são obrigados a tirar o último “tostão” do bolso para pagar um espaço que é de todos.

“O que acontece em algumas ruas da capital é uma autêntica falta de autoridade. A Baixa de Luanda é a zona onde os jovens aparecem em grupos e fazem das suas. Não temem nada nem ninguém e por isso, os abusos continuam”, disse um automobilista, agastado com a situação.

O automobilista Miguel António quis estacionar num lugar vago mas foi logo barrado: “Se quiser estacionar, deve pagar, meu cota. E aqui só aceitamos 500 kwanzas”, gritou o jovem aproveitador que logo nas primeiras horas da manhã, fica de vigia aos espaços públicos.

Miguel António disse que é obrigado a pagar todos os para usufruir de um espaço que é público: “Tenho esperança que com o novo governador de Luanda, o problema seja resolvido”. As ruas de Luanda ficam “feias”, com pedras, ferros, bocados de madeira e baldes de lixo, obstáculos que os “controladores” colocam na via pública para impedirem o estacionamento de viaturas. Ninguém reage com medo que eles danifiquem as viaturas.

Na Rua 25de Abril, Ingombota, existe uma esquadra policial e ninguém faz nada. Os automobilistas trocam insultos e até ameaças contra esses aproveitadores de lugares.

“Por vezes, pagamos para não encontrarmos os pneus vazios, vidros partidos ou o carro riscado. Esses jovens fazem sempre ameaças”, disse a automobilista Alice da Cruz. A cidade capital tem falta de parques de estacionamento. Há espaços públicos que servem de alternativa, mas ficam caros porque os “controladores” não perdoam e intitulam-se os donos dos espaços de estacionamento das ruas de Luanda.
 

Zaire: Marido submete esposa e filho há 9 dias de tortura e fome por alegada feitiçaria


16-04-2015 | Fonte: RNA
 
 
Um homem, que aparenta ter 49 anos de idade, submeteu a esposa e o filho de vinte anos, há 9 dias, sem comer e acorrentados, por alegada prática de feitiçaria na cidade do Soyo, Província do Zaire. Segundo relatos, o referido Marido, contratou um pastor do República Democrática do Congo (RDC), para saber sobre as causas das dificuldades na sua vida, tendo este afirmado que eram por da sua esposa, e filho, que o estavam a fazer mal (feitiçar). Além da tortura por nove dias, o acusado chegou mesmo a queimar parte dos seios da Esposa, tal como havia sido instruído pelo suposto pastor.
 

Fiscalização de Luanda investiga agentes por suposto envolvimento em casos de suborno



17-04-2015 | Fonte: Angop
 
 
 A repartição da fiscalização do município de Luanda iniciou hoje, quinta-feira, a investigar alguns agentes da instituição por suposto envolvimento em actos de suborno e por se apossarem de bens das vendedoras ambulantes dos arredores do mercado dos congolenses.

Em declarações à Angop, o administrador do bairro da Terra Nova, Esteves Machado, explicou que administração tomou conhecimento da situação depois de um munícipe ter feito a denúncia em um dos meios de comunicação social, onde narrou sobre o comportamento negativo dos fiscais pertencentes a fiscalização do distrito da Ingombota.

“ O trabalho da fiscalização é conjunto e envolve agentes dos vários distritos que compõem o município de Luanda e situações do género podem acontecer, porque não conhecemos o comportamento dos outros colaboradores, facto que motivou a direcção da fiscalização a abrir um processo de investigação para se apurar os autores e serem responsabilizados pelos actos denunciados”, esclareceu.

Esteves Machado, que coordena a operação de investigação, acrescentou que a administração vai continuar atenta a esta situação, e será implacável na tomada de medidas contra todos aqueles que, de alguma forma, têm estado a manchar com actos negativos a fiscalização, que tem como função devolver a tranquilidade e a ordem administrativa no distrito urbano do Rangel.

“Vamos continuar a trabalhar para o bem-estar dos munícipes da localidade, apesar de algumas atitudes negativas dos fiscais nesta operação de grande importância, para a reposição da dignidade e legalidade na rua da Lino Amezaga”, concluiu o responsável.

O Distrito Urbano do Rangel é composto pelos bairros do Marçal, Rangel e Terra Nova.
 

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