Frases de sabedoria, mensagens e Cultura geral

sábado, abril 18, 2015

“EUA: Angola continua a sua participação nas Reuniões de Primavera do BM/FMI”



18-04-2015 | Fonte:
O ministro das Finanças, Armando Manuel que em Washington chefia a delegação Angolana às reuniões de Primavera do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, que oficialmente tiveram o seu início nesta sexta-feira dia 17, continua a sua actividade neste evento internacional.
 
No período da manhã de ontem, executivos e chefes de grandes companhias de petróleo reuniram-se com altos funcionários do Governo de vários países produtores de petróleo a fim de assumirem o compromisso, pela primeira vez, a pôr fim à prática da queima de gás de rotina nos locais de produção de petróleo, o mais tardar até 2030.
 
Denominada Iniciativa Zero Queima de Gás de Rotina até 2030, já endossada por nove países, dez companhias de petróleo e seis instituições de desenvolvimento, foi lançada nexta sexta-feira pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon e o Presidente do Grupo Banco Mundial Jim Yong Kim. A eles juntaram-se vários governantes, altos funcionários e representantes de bancos internacionais de desenvolvimento de cujo grupo faz parte a República de Angola, representando os endossantes no total mais de 40 por cento da queima de gás global.
 
 Armando Manuel, ministro das Finanças de Angola que chefia a delegação do nosso país ao evento internacional, foi um dos oradores na sessão que marcou o lançamento da Iniciativa.
 
“Na legislação Angolana, uma prática que já vem dos anos 80 e que foi reafirmada na Lei 10 de 2004, a lei do sector petrolífero, as compnhias estão limitadas de queimar o gás associável na produção de petróleo e em última instância a queima só pode estar ligada à necessidade de testes técnicos ou razões operacionais específicas e isto tem de ser objecto de aprovação”, disse. 
 
O governante Angolano esclareceu a este respeito, que o que ocorreu na manhã desta sexta-feira no âmbito das reuniões de Primavera, foi o lançamento da referida Iniciativa,  sublinhando que nos dias de hoje, a mesma  representa uma perda de recursos energéticos, o que seria suficiente para electrificar todo o continente Africano, a fim de resolver os problemas da insuficiência energética. O Banco Mundial, oferece-se para dar todo o apoio na busca de soluções necessárias para acelerar o aproveitamento do gás natural. 
 
O facto de Angola já possuir legislação e um avanço substancial neste domínio, fomos chamados a juntar-mo-nos à Iniciaciativa juntamente com várias outras entidades, councluiu, o o ministro das Finanças Armando Manuel.
 
Todos os anos, cerca de 140 bilhões de metros cúbicos de gás natural produzido juntamente com o óleo são desperdiçados ou seja queimados em milhares de campos de petróleo em todo o mundo. Isso resulta em mais de 300 milhões de toneladas de CO2 emitido para a atmosfera equivalente às emissões de cerca de 77 milhões automóveis. Se esta quantidade de gás associado fôr utilizada para a geração de energia, poderia fornecer mais energia eléctrica (750 bilhões kWh) do que a que todo o continente Africano consome nos dias de hoje. 
 
Mas actualmente, o gás é queimado para uma variedade de razões técnicas, reguladoras, e económicas, ou porque não é dada a devida prioridade à sua utilização.
 
“A queima de gás é uma lembrança visual de que estamos a lançar dióxido de carborno na atmosfera”, disse, durante o seu pronunciamento o presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim, reafirmando que conjuntamente podem ser  tomadas medidas concretas para usar este recurso natural valioso para fornecer electricidade àqueles que não a possuem.
 
Ao aprovar a Iniciativa, os governos, as empresas petrolíferas e instituições de desenvolvimento reconhecem que a queima de gás de rotina é insustentável a partir de uma gestão de recursos e perspectiva ambiental e concordam em cooperar para eliminar a queima rotineira em curso, logo que possível e o mais tardar até 2030. Além disso, a queima de rotina não terá lugar em novos desenvolvimentos de campos de petróleo e os governos irão fornecer um ambiente operacional propício a investimentos e ao desenvolvimento de funcionamento dos mercados de energia.
 
À medida que se avança para a adopção de um novo acordo climático internacional significativo em Paris/França, em Dezembro do corrente ano, os vários países e as empresas demonstram uma acção climática real.
 
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou na ocasião, que a redução da queima de gás pode dar um contributo significativo para a mitigação das mudanças climáticas e fez um apelo a todos os países e às empresas produtoras de petróleo para juntarem-se a esta importante iniciativa. 
 
O Banco Mundial tem sido muito activo nesta questão há 15 anos, como um dos membros fundadores da Parceria para Redução da Queima de Gás e tem trabalhado com os seus parceiros e o sector de Energia Sustentável das Nações Unidas para aumentar a utilização de gás associado, ajudando a remover as barreiras técnicas e regulatórias para a redução da queima. Espera-se que nos próximos meses, muitas companhias de petróleo e os governos que ainda não a tenham aprovado realizem revisões completas sobre a questão. 
 
A agenda do evento, preve a realização na manhã de hoje, sábado, de um seminário sobre o estado da região Africana, subordinado ao tema “Enfrentando os Desafios, Countinuando a Crescer (Facing the Challenges, Continuing to Rise”), no qual o chefe da delegação Angolana, será um dos oradores.
 
No seminário deste ano os participantes irão discutir alguns dos desafios e oportunidades que o continente enfrenta num mundo em mudança. A ênfase principal será para as implicações da baixa de preços do petróleo e outros produtos numa região que é um exportador líquido de um grande número de mercadorias, Estarão igualmente em discussão outros desafios a longo prazo relacionados com a transição demográfica, processo de urbanização e a natureza da mudanca de conflitos e fragilidade.
 
De recordar que à margem das reuniões de Primavera do BM/FMI, a delegação Angolana chefiada pelo ministro das Finanças, Armando Manuel continua a participar em vários encontros bilaterais ligados à gestão da política financeira, uma oportunidade para com os parceiros tratar de questões correntes bem como vindouras.
 
A comitiva Governamental inclui Pedro Luís da Fonseca, secretário de Estado para o Planeamento e Gualberto Lima Campos, vice-governador do Banco Nacional de Angola, destacando-se igualmente a presença de Archer Mangueira presidente da Comissão de Mercado de Capitais.
 
A delegação Angolana continua a ser apoiada por Agostinho Tavares, embaixador de Angola nos EUA e Ana Dias Lourenço, Directora Executiva representante Angolana e Africana no Banco Mundial, na 25ª constituência, da qual fazem parte igualmente a Nigéria e a África do Sul.
 
O programa do evento internacional inclui seminários, reuniões regionais, conferências de imprensa voltados para a economia global, desenvolvimento internacional e sistema financeiro mundial, uma oportunidade que tanto o Banco Mundial como o Fundo Monetário Internacional têm, para reunir o Conselho dos Governadores que são os Ministros das Finanças e ou do Planeamento de todos os países do mundo, para fazer o acompanhamento dos trabalhos e das questões principais de negócio, fundamentalmente voltadas para o desenvolvimento e combate à pobreza assim como a garantia da estabilidade financeira internacional.
 
A presença de Angola, é vista como mais uma demonstração do compromisso que o país mantém com as finanças internacionais.
 
No evento participam ministros de mais de cem Governos do mundo, não apenas membros do conselho de governadores do BM/FMI, mas igualmente representantes oficiais de governos, agências doadoras, académicos, da sociedade civil e jornalistas.

0 comentários:

Postar um comentário

Frases de 2 Pac

PENSAMENTO

Mensagens de Luto

DESPORTO

Postagens Populares

Música

SOBRE ANGOLA

Frases de Amor

Boa Mensagem

Mais Pensamentos

Tecnologia do Blogger.